- Os diques do Baixo Mondego romperam; a construção teve cuidado e qualidade, e a ABBM gere as redes de rega e drenagem, mas não existe uma instituição que monitorize e conserve os diques a nível central.
- A vegetação abundante nos diques pode diminuir a velocidade de escoamento e elevar o nível de água, aumentando o risco de galgamento e de destruição da estrutura; há infiltrações provocadas pelas raízes.
- A rede de rega e drenagem decorre bem, com a ABBM a trabalhar para completar as infraestruturas (várzeas) dos afluentes Pranto, Arunca e Foja.
- Falta de uma entidade responsável pela monitorização e conservação dos diques é a principal falha identificada; defende-se envolver as populações e agricultores e reforçar o corpo técnico sem criar uma solução estatal imediata.
- Os diques da berma do rio protegem a cidade e exigem atenção especial a aterros e vegetação para evitar galgamento, assegurando a proteção da população defendida.
Os diques do Baixo Mondego enfrentam falta de manutenção e veem-se com árvores e arbustos crescidos nas margens, como as imagens televisivas mostram. A situação é descrita por antigos responsáveis pela hidráulia agrícola, que apontam para mudanças profundas desde que há quase 50 anos colaboraram com a gestão dos diques.
A reflexão parte de intervenções passadas, quando se enfrentaram cheias no Tejo e se procurou apoio técnico holandês na monitorização e conservação de diques. Nesse período, surgiu uma equipa de projeto para rega e drenagem, associada à regularização do Mondego.
Situação atual e responsabilidade de monitorização
A obra de construção dos diques, visando proteger a área regada do Baixo Mondego, foi executada com qualidade, e hoje a gestão da rega e drenagem fica com a ABBM, que trabalha bem. No entanto, não está atribuída a ninguém a monitorização continua dos diques e das várzeas.
A ABBM trabalha na conclusão das redes de rega e drenagem das várzeias dos afluentes Pranto, Arunca e Foja. A vegetação abundante, não controlada, pode reduzir a velocidade de escoamento e aumentar o risco de galgamento, comprometendo a estabilidade dos diques.
Desafios e apelos à organização
Quem monitoriza o escoamento dos leitos de cheia continua em aberto. O autor defende envolver as comunidades rurais e reforçar o quadro técnico, sem, porém, criar uma solução estatal similar a Alqueva. O objetivo é que a monitorização seja exercida pela ABBM, por meio de diálogo legítimo e participação democrática.
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