- A Câmara de Coimbra aprovou novas bonificações do tarifário intermodal, aumentando o passe para bombeiros voluntários e funcionários municipais de 1€ para 15€ e para reformados de 6€ para 15€ mensais.
- O passe intermodal passa a custar 20€ mensais para reformados, mantendo 1€ para utentes em situação de maior fragilidade social e RSIS e 15€ para estudantes universitários com mais de 23 anos.
- A decisão foi tomada com cinco votos da coligação Avançar Coimbra e da ex-vereadora do Chega, contra quatro da coligação Juntos Somos Coimbra e uma vereadora da IL que se absteve.
- A presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, afirmou que os SMTUC estão falidos e que o modelo atual reduz transferências para os serviços municipais, prometendo avaliar possíveis subsídios adicionais conforme as condições.
- A vereadora Ana Bastos elogiou a progressão, mas disse que a diferença de preços entre intermodal e monomodais pode travar a integração do sistema, defendendo convergência rápida para eliminar títulos monomodais ainda em 2026.
O município de Coimbra aprovou uma proposta de bonificações no tarifário intermodal, aumentando o custo para algumas categorias de utentes. A mudança afeta bombeiros voluntários, funcionários municipais e reformados.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira pelos vereadores da coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN) e pela ex-vereadora do Chega. Oposição: quatro vereadores da coligação Juntos Somos Coimbra votaram contra; um deputado da IL absteve-se.
A reunião decorreu em Coimbra, com Ana Abrunhosa a liderar a presidência. A autarquia justificou a nova fórmula pela necessidade de sustentabilidade financeira do SMTUC e do sistema intermodal.
A proposta eleva o passe intermodal de 11 euros para 20 euros para reformados. Para funcionários municipais e bombeiros voluntários passa de 1 euro para 15 euros mensais. Trabalhadores municipais aposentados sobem de 6 euros para 15 euros.
Mantêm-se valores de 1 euro para utentes em situação de maior fragilidade social e para estudantes universitários com mais de 23 anos. A medida preserva exceções existentes no anterior regime.
Contexto financeiro
Ana Abrunhosa afirmou que os SMTUC estão em falência e que o modelo de intermodalidade reduz transferências para os serviços municipais. A gestão avalia se é possível subsidiar mais, caso existam condições orçamentais.
Reações e perspetivas
O vereador João Francisco Campos destacou discrepâncias entre as propostas e o impacto anual, com custos agravados para algumas categorias. Ana Bastos elogiou o avanço, alertando para possíveis travões à transferência modal.
A autarquia disse que a sustentabilidade financeira orienta as decisões e que, no futuro, poderá ajustar subsidiárias conforme o equilíbrio orçamental permita.
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