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Câmara de Azambuja desconhecia barragem que obrigou à evacuação de aldeias

Câmara de Azambuja desconhecia a barragem da Retorta, que obrigou à evacuação de Póvoa de Manique e Carvalhos; custos devem ser imputados ao proprietário

Habitantes resgatados devido a inundações em Reguengo do Alviela
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  • A Câmara de Azambuja disse ter desconhecido a barragem da Retorta até ao momento em que houve o risco de colapso, o que levou à evacuação preventiva de duas aldeias.
  • O pequeno açude fica na herdade da Torre Bela, propriedade privada, e concentrou água suficiente para retirar cerca de 30 pessoas das aldeias de Póvoa de Manique e de Carvalhos no dia 6 deste mês.
  • A autarquia denunciou a ilegalidade da infraestrutura à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e aguarda avaliação das autoridades competentes.
  • A vereadora da Proteção Civil, Ana Coelho, disse que a monitorização da barragem ocorre duas vezes por dia e que já foram atingidos os níveis de segurança, com as pessoas a retornarem às suas casas.
  • O PSD questionou o conhecimento da gestão municipal e pediu informações sobre os custos, que deverão ser suportados pelo proprietário; o processo de descarga da água ainda decorre.

A Câmara de Azambuja esclareceu nesta quarta-feira que desconhecia a existência da barragem da Retorta, localizada na herdade da Torre Bela, propriedade privada. A infraestrutura levou à evacuação preventiva de duas aldeias, devido ao risco de colapso, e gerou denúncia de ilegalidade à Agência Portuguesa do Ambiente (APA). No dia 6 deste mês, foram retiradas cerca de 30 pessoas das aldeias de Póvoa de Manique e de Carvalhos, no concelho de Azambuja.

Ana Coelho, vereadora da Proteção Civil, explicou à Lusa que tanto a autarquia como a APA tomaram conhecimento da barragem apenas no dia em que o risco se tornou evidente. A autarca qualificou a construção de criminosa, sublinhando que a autarquia atuou de forma preventiva quando foram detetados problemas na infraestrutura.

Situação e respostas

O PSD questionou, em requerimento, o conhecimento da liderança municipal sobre a existência da barragem e os custos envolvidos na mitigação dos efeitos. A vereadora afirmou que os custos serão imputados ao proprietário, ainda sem quantificação final, enquanto o processo de descarga de água não terminou. A monitorização da infraestrutura decorre duas vezes por dia, com a segurança já atingida e o retorno das pessoas às suas casas.

A responsável destacou que a autarquia informou as entidades competentes sobre o caso, cabendo às autoridades definir os trâmites legais contra o proprietário. A Lusa contactou a APA para um esclarecimento adicional, não obtendo resposta no momento.

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