- Um vídeo de 15 segundos gerado por inteligência artificial mostra Brad Pitt e Tom Cruise numa suposta luta, criado com o Seedance 2.0, da ByteDance, e tornou-se viral.
- O Seedance 2.0 destaca pela simplicidade de uso e resultados fiéis, alimentando o debate sobre direitos de autor e uso de imagens de figuras públicas em Hollywood.
- A Motion Picture Association apresentou uma queixa formal contra a ByteDance, pedindo que o serviço seja desativado, argumentando violações de direitos de autor.
- A Disney enviou uma carta de cease-and-desist à ByteDance, acusando a empresa de ações “inaceitáveis” e associando-as a riscos para criação de conteúdos com marcas registadas.
- A ByteDance afirmou que vai reforçar restrições de uso para proteger direitos de imagem e propriedades intelectuais, com avanços esperados em versões futuras do Seedance.
Brad Pitt e Tom Cruise aparecem em um vídeo gerado por IA que está a reniciar o debate sobre os limites da tecnologia na indústria de cinema. A peça de 15 segundos mostra uma suposta luta entre as duas estrelas, criada por software de IA de origem chinesa.
O conteúdo viral foi partilhado por Ruairi Robinson, realizador com passagem pelo Óscar, que explicou que o vídeo resultou de um prompt de duas linhas. O programa utilizado é o Seedance 2.0, desenvolvido pela ByteDance, dona do TikTok.
Repercussão e questões legais
A explosão de interesse levou a críticas sobre direitos de autor e proteção de imagem. Várias casas produtoras lembram que a simulação pode exigir verificações de precisão, sob risco de enganos para o público.
A ByteDance, que ainda não tem presença plena no Ocidente, enfrenta pressão regulatória. A Motion Picture Association apresentou uma queixa formal, pedindo o fim da disponibilidade pública da ferramenta, citando violações de direitos de autor.
Passos da indústria e ações regulatórias
A Seedance 2.0 destaca-se pela simplicidade de uso e por resultados aparentemente fiéis. Relatórios chineses indicam menores requisitos computacionais em relação a plataformas parecidas nos EUA.
A Disney tornou-se pioneira em ações legais, emitindo uma carta de cessar e devolver contra a ByteDance, considerando a prática inaceitável. Fontes indicam que o negócio com a OpenAI visa uso exclusivo de personagens, aumentando a tensão entre criadores e IA.
Contexto histórico e próximos passos
Greves de atores e argumentistas em 2023 colocaram regras de proteção de imagem no centro das negociações. O surgimento de atores virtuais e de projetos baseados em IA intensifica o debate sobre propriedade intelectual.
Profissionais da indústria anunciam mais projetos com IA. O diretor Darren Aronofsky trabalha numa série documental em parceria com a Google, enquanto Natasha Lyonne criou a Asteria, empresa centrada em IA.
Futuro do Seedance
A ByteDance afirma que vai impor restrições ao uso da plataforma para salvaguardar estúdios. Um porta-voz indicou que medidas visam impedir uso não autorizado de propriedades intelectuais.
Pelas informações disponíveis, a empresa prepara a versão 3.0 do Seedance. Supostos vazamentos sugerem avanços significativos, com clips mais longos e maior complexidade de produção.
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