- O tribunal de Loures iniciou hoje o julgamento de quatro homens e uma mulher, envolvidos na morte do construtor civil guineense Ninto Mendes, ocorrida a 4 de setembro de 2024.
- O Ministério Público acusa apenas Paulo Garcia, 21 anos, de homicídio; ele continua detido, enquanto os outros arguidos estão em liberdade.
- Ninto Mendes foi esfaqueado no café da Quinta da Fonte e morreu na rua, após agressões protagonizadas pelo grupo.
- A vítima terá afirmado ter sido ameaçado pelo filho da proprietária do café, o que terá motivado a reação do grupo, incluindo a mãe do jovem.
- O advogado de Paulo Garcia sustenta que o arguido nega ter esfaqueado a vítima e aponta alterações nos depoimentos como fator relevante para a credibilidade das testemunhas.
O tribunal de Loures iniciou, nesta quarta-feira, o julgamento de quatro homens e uma mulher ligados à morte de um construtor civil guineense. Apenas um arguido é acusado de homicídio, mas nega as culpas e pretende que outros sejam também responsabilizados pela morte de Ninto Mendes, de 41 anos, em 4 de setembro de 2024. A vítima terá sido ameaçada antes da agressão, no estabelecimento onde trabalhava.
Ninto Mendes foi alvo de três facadas após ter alegadamente sido confrontado por Tiago Correia, de 17 anos, filho da proprietária de um café na Quinta da Fonte. A mãe de Tiago e os três homens que o acompanhavam teriam participado na agressão, que ocorreu no café e depois se desenrolou na rua.
O Ministério Público acusa apenas Paulo Garcia, 21 anos, pelo homicídio, e encontra-o detido. Os restantes quatro arguidos estão em liberdade. O advogado de Garcia, Pedro Pestana, afirma que o cliente nega ter esfaqueado a vítima e que a credibilidade das testemunhas deverá ser discutida em julgamento, dada a alegada mudança de depoimentos.
Processos em curso
A audiência prossegue com a apresentação de provas e testemunhos para esclarecer as circunstâncias da morte de Ninto Mendes, cuja identidade já foi confirmada pelas autoridades. A defesa pretende demonstrar eventuais inconsistências no testemunho apresentado pela acusação.
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