- Virgílio Castelo, de 72 anos, lança o livro Consumo Obrigatório, olhando para Lisboa das décadas de setenta a noveenta.
- O ator fala abertamente sobre os excessos da juventude, a vida nocturna, as paixões e as consequências emocionais dos términos.
- Diz que os maiores excessos foram com o álcool; as drogas existiram, mas em dose muito mais reduzida.
- Um episódio marcante ocorreu na década de oitenta, quando acordou num banco de jardim em frente a uma igreja, sem se lembrar do que aconteceu após uma noite na discoteca Indelével.
- Mantém uma relação com Maria Lucena há cerca de vinte anos; reconhece ter amado pouco e revela ter procurado ajuda terapêutica para lidar com os términos, recebendo o conselho de olhar para fora em vez de dentro.
Virgílio Castelo, aos 72 anos, tem uma leitura honesta do passado no livro Consumo Obrigatório, em que revisita as décadas de 1970 a 1990 em Lisboa. O foco está nas noites intensas, paixões marcantes e reflexões sobre os términos que o abalaram.
Em entrevista à Nova Gente, o ator fala abertamente sobre os excessos da juventude. Reforça que a vida nocturna era uma fase comum, com espaço para o que lhe dava prazer, mantendo uma visão pragmática sobre o tema.
O livro revela que a noite se associava mais a relações amorosas do que a drogas ou álcool. Confessa, porém, que houve excessos, com o álcool a ocupar lugar de destaque. Consciência de limites foi uma constante.
Em 1980, após as gravações da telenovela Origens, Castelo recorda uma noite intensa na discoteca Indelével e o dia seguinte em frente a uma igreja, sem memória do que aconteceu. Um episódio marcante do seu relato.
O ator acrescenta que, apesar da intensidade, soube impor limites. Afirmou que procurava o que lhe proporcionava prazer sem deixar de evitar comportamentos autodestrutivos. A prevenção foi fundamental para si.
No que toca aos afetos, o artista diz que raramente se apaixonou de forma profunda. Houve várias aproximações e seduções, mas o amor intenso ocorreu apenas algumas vezes, explica.
Os términos dessas relações foram particularmente difíceis e levaram-no a buscar apoio terapêutico. Um aconselhamento relevante foi aprender a olhar para fora, em vez de apenas para dentro de si.
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