- O mau tempo travou a atividade piscatória na orla costeira portuguesa.
- Fábio Craveiro, de 38 anos, é mestre a bordo do embarcação Mestre Cruz, na Póvoa de Varzim, com 19 anos de experiência.
- O barco conta com dez tripulantes, três em terra e três mulheres a vender o peixe; 16 famílias dependem dele.
- Atualmente não há entradas de dinheiro e os apoios não aparecem, agravando a situação.
- A pesca na maior comunidade piscatória do país enfrenta falta de atracção de jovens e dificuldades económicas.
O mau tempo paralisou a atividade piscatória na orla costeira de Portugal. Pesca suspensa por tempo indefinido, com impactos diretos no rendimento e na vida de quem depende do mar para trabalhar.
Fábio Craveiro, mestre a bordo do «Mestre Cruz», tem 38 anos e 19 de experiência na função. O barco está matriculado no porto da Póvoa de Varzim, onde operam dez tripulantes, com três a bordo em terra e três mulheres responsáveis pela venda do peixe.
Há cerca de um mês que a equipa não sai ao mar. Em dezembro, Craveiro efetuou apenas seis marés, contra as 27 de costume, revelando uma quebra de atividade que se sente no dia a dia da pesca.
No seio da maior comunidade piscatória do país, as dificuldades vão além do tempo adverso: não há apoios visíveis e o retorno financeiro é quase nulo. Várias famílias dependem deste rendimento para sobreviver.
Entre na conversa da comunidade