- A Wasat, empresa polaca, utiliza imagens de radar SAR para ultrapassar nuvens no norte da Europa e apoiar a agricultura com a plataforma Fertisat.
- Os radares conseguem ver através de nuvens e neblina, com dados de Copernicus e do satélite Sentinel-1 fornecidos pela Agência Espacial Europeia e pela Comissão Europeia.
- A Fertisat gera mapas e recomendações de fertilização, ajustando doses a zonas dentro de cada campo para manter a produtividade e reduzir o uso desnecessário de fertilizantes.
- A aplicação baseada em radar pode reduzir entre 10 % e 15 % o uso de fertilizantes por colheita, gerando poupanças para os agricultores, segundo a Procam.
- O projeto recebeu 778.800 euros de investimento total, cerca de 80 % financiados pela Política de Coesão da União Europeia, foi premiado com o RegioStars e pretende expandir para mais países da UE, contando já com mil clientes.
No norte da Polónia, agricultores recorrem a imagens de radar para compensar nuvens que bloqueiam satélites óticos. A Wasat utiliza Radar de Abertura Sintética (SAR) para ver através do tempo nublado e melhorar a monitorização das culturas.
A tecnologia SAR envia sinais de micro-ondas à superfície e regista o reflexo, gerando imagens que funcionam dia e noite e independentemente das condições atmosféricas. O projeto utiliza dados do Sentinel-1 e de programas europeus como Copernicus.
A Fertisat, plataforma da Wasat, entrega mapas e recomendações de fertilização aos agricultores. Em Bobrowniki, perto de Gdańsk, o gerente Karol Piekutowski já usa a ferramenta para ajustar doses de fertilizante conforme zonas do campo.
A principal vantagem é reduzir a aplicação de nitrogénio mantendo a produtividade. A empresa afirma que a distribuição direcionada diminui o uso de fertilizantes, protegendo o solo e o ambiente.
Segundo a Procam, consultora agrícola, a tecnologia pode reduzir entre 10% e 15% o volume de fertilizantes por colheita, gerando economia para os produtores. A parceria com a Wasat testou as recomendações em campo.
O investimento total no desenvolvimento da Fertisat chegou a 778 800 euros, com cerca de 80% financiado pela Política de Coesão da UE. O projeto recebeu o prémio RegioStars, que reconhece a excelência de iniciativas comunitárias.
A Wasat já trabalha com mil clientes na região norte da Polónia, maioritariamente quintas de média e grande dimensão. O grupo pretende expandir o serviço para outros países da UE.
Bartosz Buszke, diretor-geral da Wasat, afirma que a expansão pode trazer maior rentabilidade ao setor agrícola da UE, melhoria ambiental e maior segurança alimentar. O foco está em práticas mais resilientes e eficientes.
À medida que o clima se torna mais volátil e os custos sobem, as soluções baseadas em radar podem ganhar centralidade na agricultura europeia, oferecendo monitorização contínua mesmo com céu nublado.
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