- Em 2026/2027, o ensino superior público terá 78.283 vagas, mais 1.465 do que em 2025/2026.
- No Regime Geral de Acesso, existem 56.790 vagas disponíveis.
- Os cursos de educação básica voltam a subir, com mais 147 lugares (aumento de 12%).
- A Medicina passa a ter 1.656 vagas, com a abertura de um curso na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (40 lugares) e um reforço na Universidade de Coimbra (22).
- O Instituto Politécnico de Coimbra é o que mais vagas abre (177), enquanto o Instituto Politécnico de Tomar é o que mais perde (15).
O Governo revelou, na madrugada desta segunda-feira, as vagas para o Ensino Superior público no ano letivo de 2026/2027. No total, há 78 283 lugares, mais 1 465 que em 2025/2026, segundo o Ministério da Educação, Ciência e Inovação.
No Regime Geral de Acesso (RGA) são abertas 56 790 vagas. O aumento global inclui elevações nos cursos de Educação Básica, com um acréscimo de 12% (+147 vagas), e na Medicina, com +62 lugares, totalizando 1 656 vagas nessa área.
O documento aponta que o Instituto Politécnico de Coimbra é o que mais abre vagas (177), enquanto o de Tomar regista o maior recuo (−15). A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro cria 40 vagas para Medicina.
Acesso e requisitos
Podem candidatar-se ao Ensino Superior público, via regime geral, estudantes com aprovação no ensino secundário ou habilitação equivalente, prova de ingresso obrigatória e cumprimento de pré-requisitos dos cursos.
É exigida, ainda, uma classificação mínima de candidatura para cada par instituição/ciclo de estudos. Esta nota mínima é publicada pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).
Para concluir o secundário, são necessários três exames nacionais, incluindo Português (12.º ano) e dois exames específicos da formação do curso escolhido.
Como funciona o concurso
As vagas são definidas por cada instituição, com base em recursos e orientações nacionais. O concurso nacional reúne as vagas para várias instituições, enquanto alguns cursos seguem concursos locais ou institucionais.
No concurso nacional, cada candidato pode nomear até seis pares instituição/ciclo de estudos por fase. A soma de vagas e regras variam consoante o curso e a instituição.
As provas de ingresso variam entre duas e três, com elencos alternativos possíveis. A DGES divulga, no seu site, as provas exigidas para cada curso e instituição.
Datas e propinas
As candidaturas costumam abrir em março, com as provas nacionais a iniciar-se a 16 de junho e a prolongar-se até 26 de junho. Existem segundas fases de julho a agosto, conforme o calendário.
As propinas para o ano letivo 2026/2027 mantêm-se congeladas. O valor atual situa-se em 697 euros, sem aumentos previstos para o próximo ano letivo.
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