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Genebra recebe delegações dos EUA e do Irão

Genebra recebe delegações dos EUA e do Irão para a segunda ronda de negociações indiretas sobre o programa nuclear, com abertura limitada ao diálogo

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão chega a Genebra
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  • Delegações dos Estados Unidos e do Irão chegam a Genebra para a segunda ronda de negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano, após Mascate.
  • A delegação iraniana é chefiada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, que garante uma abordagem técnica e afirma que ceder a ameaças não está em cima da mesa.
  • Os EUA são representados por Jared Kushner e Steve Whitcomb; Omã atua como mediador e a Suíça representa os interesses dos EUA no Irão.
  • O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington procura uma solução diplomática, apesar de ter aumentado a presença militar na região como medida preventiva.
  • Em Teerão, há cautela sobre o desfecho, com críticas aos históricos acordos norte-americanos e resistência a discutir o fim do enriquecimento de urânio ou o programa de mísseis balísticos.

As delegações dos Estados Unidos e do Irão vão a Genebra para a segunda ronda de negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano. A reunião de terça-feira sucede a uma primeira ronda em Mascate, Omã, e procura avançar com um acordo entre as partes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, lidera a delegação iraniana. Em Genebra deverá encontro-se com representantes de Omã e da Suíça, além do diretor da AIEA, Rafael Grossi. A ideia é aprofundar a discussão técnica com especialistas nucleares.

Araqchi deixou claro que o Irão não cederá ante pressões, anunciando uma reunião com especialistas e com o líder da AIEA para tratar de pontos técnicos de forma aprofundada. Chegou a Genebra com ideias práticas para um acordo justo, segundo a divulgação oficial.

A delegação norte‑americana é chefiada por Jared Kushner, conselheiro sénior do presidente, e inclui o enviado especial Steve Whitcomb. Ambos chegam a Genebra com uma leitura de impasse nos termos para avançar com um acordo.

Omã atua como mediador, com a Suíça a representar os interesses norte‑americanos no Irão desde o período de ruptura das relações diplomáticas dos anos 80. O contexto envolve uma tensão diplomática de longa data entre Teerã e Washington.

No mesmo dia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que Washington perspetiva uma solução diplomática para superar as diferenças com o Irão. A operação militar recente no Médio Oriente foi descrita como uma medida preventiva de proteção.

Rubio enfatizou que ainda não houve acordo bem-sucedido, mas que os EUA vão manter o foco nas negociações, após encontros com o primeiro-ministro eslovaco, em Bratislava. A defesa das instalações americanas na região foi mencionada como justificativa de reforços militares.

Entretanto, o presidente Donald Trump anunciou o envio do USS Gerald R. Ford para o Médio Oriente, para juntar‑se a outras capacidades militares. A deslocação foi apresentada como parte das ações de preservação de interesses estratégicos na região.

Netanyahu e Trump discutiram, em Washington, a necessidade de um acordo que vá além do programa nuclear. O primeiro‑ministro de Israel defendeu o controlo do programa de mísseis balísticos iraniano e o fim do apoio a grupos armados na região.

Netanyahu afirmou que qualquer acordo deve exigir a retirada de todo o material enriquecido do Irão. O chefe de Estado norte‑americano sinalizou inicialmente até ações militares, antes de concentrar a pressão diplomática para alcançar um entendimento.

No Irão, persiste a cautela quanto aos resultados da nova ronda. Comentadores iranianos recordam que ataques contra infraestruturas nucleares foram lançados anteriormente, sem impedir acordos com a parte norte‑americana ou evitar escaladas regionais.

Segundo a agência Tasnim, Ibrahim Rezaei, da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento, afirmou que Teerão não está otimista face a antecedentes de violação de compromissos por parte de Washington. Rezaei acrescentou que o Irão não discutirá o fim do enriquecimento nem o abandono das reservas, nem o programa de mísseis ou questões regionais na ronda atual.

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