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Escovar os dentes três vezes ao dia pode prolongar a vida, dizem especialistas

Escovar os dentes três vezes por dia pode reduzir o risco de mais de cinquenta doenças graves, incluindo demência, dizem especialistas

Especialistas defendem que escovar os dentes com mais regularidade é essencial para proteger a saúde em geral.
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  • Escovar os dentes três vezes por dia e visitar o dentista regularmente pode reduzir o risco de desenvolver mais de cinquenta doenças graves, incluindo demência e artrite.
  • A saúde oral está ligada a doenças sistémicas; a presença de bactérias orais pode provocar inflamação crónica que impacta o cérebro e as articulações.
  • A periodontite é apontada como fator de risco para condições como artrite reumatoide e demência; não há estudos que comprovem que a doença das gengivas cause demência ou artrite.
  • Na Europa, persiste desigualdade na higiene oral, com Portugal entre os países com menores taxas de consulta dentária; no Reino Unido, 41% dos adultos tinham cáries.
  • Recomendação prática: escovar antes de dormir, após consumos açucarados, usar escova elétrica e higienizar a língua para reduzir bactérias.

A higiene oral pode influenciar a saúde geral, não apenas os dentes. Escovar três vezes por dia e manter consultas regulares no dentista podem reduzir o risco de mais de 50 doenças graves, incluindo demência e artrite. A ligação entre doenças orais e condições sistémicas já era conhecida em estudos anteriores.

Um painel de especialistas destacou a importância deste tema na AAAS, na sessão The Mouth as a Gateway to Overall Health, realizada no Arizona, EUA, na semana passada. A investigação sugere que dentes saudáveis podem estar associados a menores riscos de várias doenças.

Segundo Alpdogan Kantarci, professor da Universidade do Minnesota, quem tem doença periodontal moderada a grave tende a apresentar respostas cognitivas piores quando não cuida da higiene bucal. A periodontite é citada como fator de risco para artrite reumatoide e demência.

Quando bactérias orais entram na corrente sanguínea, podem provocar inflammação crónica e afectar o cérebro, disse o especialista. Mesmo sem prova de causa direta entre doença gengival e demência, os investigadores defendem maior atenção à higiene bucal como medida de saúde geral.

Europa: onde é pior a higiene oral

Um estudo de 2022 apontou a Noruega como país com maior atenção à saúde dentária, enquanto Sérvia, Letónia e Polónia ficaram nas posições finais. Em visitas ao dentista, os Países Baixos lideraram, e Portugal, Irlanda e o Reino Unido registaram algumas das menores taxas de consulta.

Custos elevados, listas de espera longas e distância são fatores que explicam estas disparidades. Dados de 2024 do Eurostat mostram que pessoas com 65 anos ou mais na UE expressam necessidades dentárias não satisfeitas com maior frequência.

Kantarci também apontou a obesidade e a alimentação ultraprocessada como factores que afetam a saúde oral na região ocidental. Segundo o especialista, o acesso a cuidados de saúde oral não garante automaticamente melhor saúde bucal.

O Inquérito AOHS revelou que 41% dos residentes no Reino Unido tinham cáries, face a 28% em 2009. Quase metade dos inquiridos afirmou que o estado dos seus dentes afetava significativamente a vida quotidiana.

O especialista recomenda escovar os dentes antes de dormir e após consumir açúcar, bem como usar escova elétrica e limpar a língua. A sugestão visa reduzir a carga bacteriana e prevenir inflamação sistémica.

A conclusão permanece: é necessário reforçar a sensibilização para a saúde oral como parte da proteção da saúde geral, sem inferir causalidade direta entre condições bucais e doenças graves.

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