- A barragem do Monte da Rocha começou a descarregar água para o rio Sado no domingo; hoje continua e deve parar amanhã.
- A descarga será muito leve, devido à ausência de chuva e à falta de um rio forte que abasteça a albufeira.
- A albufeira registava esta segunda-feira um volume de armazenamento de 100,1 por cento, equivalente a quase 102,9 milhões de metros cúbicos de água.
- As outras quatro barragens geridas pela ARBCAS (Campilhas, Fonte Serne, Migueis e Monte Gato) também tinham 100 por cento de armazenamento.
- A ARBCAS está a coordenar com a Agência Portuguesa do Ambiente para encaixar água nos próximos dias, mantendo o enxugo dos terrenos e sem previsões de novas frentes de chuva até ao fim do mês.
A barragem do Monte da Rocha começou a descarregar água para o rio Sado no domingo, confirmando, esta segunda-feira, a associação de regantes que gere a albufeira no concelho de Ourique, no distrito de Beja. A descarga é descrita como leve e poderá prolongar-se até terça-feira.
Ilídio Martins, diretor-adjunto da ARBCAS, explicou à Lusa que a descarga começou no domingo e deverá terminar na terça-feira, com um caudal modesto, já que não há chuva recente que sustente o registo de água.
Segundo a associação, a albufeira registava, nesta segunda-feira, um volume de armazenamento de 100,1%, correspondente a cerca de 102,9 milhões de metros cúbicos. Também as outras quatro barragens sob gestão apresentavam volumes de 100%.
Descarrega na Monte da Rocha
A ARBCAS indicou ainda que está a coordenar com a Agência Portuguesa do Ambiente a criação de condições para eventualmente encaixar água nas próximas jornadas, caso surge oportunidade. A estratégia visa evitar enchimentos adicionais num período de seca.
A Monte da Rocha serve o abastecimento público de Ourique, Almodôvar e Castro Verde, bem como parte de Mértola e Odemira, no distrito de Beja. A albufeira também rega cerca de 1.800 hectares de terreno agrícola no Alto Sado.
Há cerca de um ano, em janeiro de 2025, a Monte da Rocha apresentava um dos menores volumes armazenados em Portugal, com apenas 13% da capacidade. Paralelamente, decorrem obras de ligação ao Alqueva, entre Monte da Rocha e Roxo, no âmbito de um investimento de quase 30 milhões de euros.
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