- Cerca de 26 mil clientes da E-Redes permanecem sem energia eléctrica, com 16 mil destes na zona mais afectada pela depressão Kristin.
- Os níveis de água em vários rios começam a baixar, mas o risco de cheias, deslizamentos e derrocadas persiste, especialmente em rodovias e na orla costeira.
- No Mondego, diques sob vigilância continuam monitorizados em Montemor‑o‑Velho para evitar novo impacte provocado pelas cheias.
- O plano de cheias do Tejo mantém‑se no nível vermelho; situação semelhante nos rios Sorraia e Sado, com regresso progressivo aos leitos normais.
- Até ao momento, a Proteção Civil registou dezoito mil oitocentos e quarenta e sete ocorrências, com sessenta e quatro mil trezentos e um operacionais e vinte e seis mil trezentos e noventa meios; continuam os avisos para evitar atravessar estradas inundadas e não tocar em cabos eléctricos caídos.
A Proteção Civil mantém alerta para o risco de cheias, deslizamentos e derrocadas, mesmo com a melhoria gradual do ambiente. Cerca de 26 mil clientes da E-Redes permaneciam sem eletricidade ao meio-dia, com 16 mil nos locais mais atingidos pela depressão Kristin.
O comandante nacional, Mário Silvestre, explicou que o foco de risco continua nas vias rodoviárias e na orla costeira. Na conferência em Carnaxide, foi destacado que o trabalho de monitorização decorre em estreita cooperação com a Agência Portuguesa do Ambiente.
No Mondego, os diques sob vigilância mantêm-se regulados, tentando evitar novos impactos nas cheias de Montemor-o-Velho. A descida de descargas em barragens espanholas provocou redução significativa dos níveis do Tejo, e a previsão aponta para estabilização sem novas zonas inundadas, apesar do alerta manter-se.
Situação dos rios e planos de contingência
Os cursos de água como Sor, Sado e Tejo devem continuar dentro de ranges que não antecipam alagamentos graves. Em todo o país, o esforço de recuperação prossegue com equipas dedicadas a escoamento e reabilitação de infraestruturas municipais e distritais.
O Bruxo total de ocorrências já registadas pela Proteção Civil ascende a 18.947, com 64.301 operacionais e 26.339 meios mobilizados. Entre os incidentes, predominam quedas de árvores e inundações, com movimentos de massas a ganhar relevância.
A Proteção Civil reiterou orientações à população: evitar zonas com estradas inundadas, reportar fissuras no solo e quedas de árvores, e não tocar em cabos eléctricos caídos, que podem representar choque elétrico.
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