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Prejuízos na agricultura podem chegar a mil milhões de euros

Prejuízos agrícolas podem chegar a mil milhões de euros; suinicultura, avicultura e fruticultura perdem milhões, sem dotação no programa de reposição produtiva

Cheias do Mondego vieram agravar prejuízos à produção agrícola e pecuária iniciados no final de Janeiro com a tempestade Kristin
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  • Prejuízos na agricultura podem chegar a mil milhões de euros, segundo a CAP.
  • Suinicultura, avicultura, fruticultura e agropecuária concentram perdas de largas centenas de milhões.
  • Não existe dotação no Programa de Estabilização de Politicas Agrícolas (PEPAC) para apoiar a reposição do potencial produtivo na agricultura.
  • A CAP já apontava prejuízos superiores a 775 milhões de euros na agricultura e na floresta, em consequência da passagem da tempestade Kristin e de intempéries desde 28 de janeiro.
  • O dique da ponte dos Casais, em São João do Campo, na margem direita do Mondego, ainda não tinha rebentado na altura mencionada.

A tempestade Kristin, associada a intempéries que atingiram o país desde a madrugada de 28 de janeiro, provocou prejuízos significativos na agricultura. Suinicultura, avicultura, fruticultura e agropecuária concentram as perdas, que já atingem centenas de milhões de euros.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) aponta prejuízos superiores a 775 milhões de euros na agricultura e na floresta. O montante resulta da soma de danos diretos e indiretos causados pelo mau tempo nas regiões rurais.

Entre os impactos, destacam-se estragos em áreas de produção animal e vegetal, bem como na infraestrutura agrícola. A CAP indica que as perdas se estendem a várias fileiras, agravando o desempenho do setor no curto prazo.

O dique da ponte dos Casais, em São João do Campo, na margem direita do rio Mondego, perto de Coimbra, não tinha rebentado no momento indicado pela avaliação. Mesmo assim, o órgão setorial já destacava que as intempéries estavam a comprometer o potencial produtivo da agricultura e da floresta.

Além disso, verifica-se a ausência de dotação específica no Plano de Estabilização da Política Agrícola Comum (PEPAC) para apoios à reposição do potencial produtivo, o que complica o financiamento de medidas de recuperação para o setor.

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