- Estudo com 423 lares em Portugal aponta que, em média, um terço dos residentes tem diagnóstico formal de demência.
- Cerca de um quinto dos utentes apresenta suspeita de declínio cognitivo sem diagnóstico registado.
- Investigadores das universidades de Coimbra e de Aveiro destacam alta prevalência de demência e de declínio cognitivo não diagnosticado em estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI).
- Os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas que melhorem o diagnóstico e de maior equidade territorial na resposta à demência.
- O estudo sugere uma associação entre lares privados mais caros e um maior número de utentes com diagnóstico de demência.
Um estudo com 423 lares para idosos em Portugal mostrou que, em média, um terço dos residentes tem demência diagnosticada e cerca de 20% tem declínio cognitivo suspeito não registado.
Investigadores das universidades de Coimbra e Aveiro participaram, apontando elevada prevalência de demência e de declínio cognitivo sem diagnóstico registado em ERPI.
Os autores sublinham a necessidade de políticas públicas que melhorem o diagnóstico e promovam maior equidade territorial na resposta institucional à demência.
Implicações para políticas públicas
Os dados sugerem que identificar rapidamente a demência permite intervenções mais eficaz e temporais. A investigação reforça a urgência de reforçar recursos regionais.
O estudo recomenda monitorização contínua das condições nos lares, a fim de reduzir lacunas no diagnóstico e assegurar resposta adequada aos residentes.
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