- O Exército ativou a célula geoespacial para antecipar cheias e apoiar o dispositivo no terreno com mapas que projetam zonas inundáveis em várias bacias do Norte ao Sul de Portugal.
- O mapeamento, a cargo do Centro de Informação Geoespacial do Exército, visa produzir e difundir informação para planeamento, coordenação e condução de operações de resposta às cheias.
- Inicialmente utilizaram-se mapas existentes de exercícios, centrados nas bacias do Tejo e do Vouga, e expandiu-se para Guadiana, Mondego, Sado, Lis, Lena, Douro, Ave, Tâmega e Minho.
- A informação atualizada é disponibilizada publicamente pelo site do Exército e tem sido usada por autarquias, freguesias, unidades no terreno, Marinha, Força Aérea e outros agentes de proteção civil.
- O Exército recebe apoio da Força Aérea, com imagens de radar, e da Agência Portuguesa do Ambiente para dados de caudais e alturas, com operações coordenadas a partir do Centro de Operações Tácticas na Amadora e de Abrantes.
O Exército português ativou no início da crise de emergências civis que atravessa o país há cerca de 20 dias a sua célula geoespacial. A missão é antecipar cheias e apoiar o dispositivo no terreno através de mapas que projetam áreas que podem inudar nas bacias do território, para mais além das zonas já declaradas em calamidade.
A tarefa é realizada pelo Centro de Informação Geoespacial do Exército, que disponibiliza, a várias entidades da Proteção Civil, informação atualizada para planeamento, coordenação e condução das operações de resposta às cheias. O objetivo é manter a produção e difusão contínuas de dados relevantes.
Inicialmente, foram usados mapas geoespaciais existentes para exercícios nas bacias do Tejo e Vouga. Com o agravamento das previsões, a atuação expandiu-se a outras bacias prioritárias: Guadiana, Mondego, Sado, Lis, Lena, Douro, Ave, Tâmega e Minho.
Esta expansão permitiu antever o risco e criar cartografia temática e cenários de subida de água. Assim, facilita o planeamento atempado, o posicionamento de meios e a intervenção ajustada às necessidades operacionais.
A publicação de informação atualizada acontece no site oficial do Exército, com acesso público e descarregável. Autarquias, juntas de freguesia, unidades no terreno, Marinha, Força Aérea e outros agentes de proteção civil utilizam os mapas para monitorizar zonas de interesse e o posicionamento das equipas, reforçando a coordenação.
Mapas incluem estradas condicionadas, distribuição de geradores de apoio e outros dados relevantes. A Força Aérea apoia com imagens de radar que sustentam a produção e atualização dos produtos geoespaciais, enquanto a APA fornece previsões de caudais e alturas de água.
Foram analisados picos de cheia previstos para o Mondego, na zona de Coimbra, com três alturas associadas a caudais esperados. Esta capacidade facilita o balanceamento entre evacuações, contenção de caudais e patrulhamento de proximidade em zonas suscetíveis a cheias.
A coordenação operacional decorre a partir do Centro de Operações Táticas (COT) do Comando das Forças Terrestres, na Amadora, com uma força-tarefa instalada no Regimento de Apoio Militar de Emergência, em Abrantes.
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