- O Carnaval da ilha Terceira, nos Açores, acontece durante quatro dias, com cerca de seis dezenas de grupos que atuam em mais de trinta salas da ilha e até de madrugada, somando perto de 1.500 músicos e atores.
- O evento é gratuito, sem organizadores oficiais, e recebe participação de quem já actua em palcos maiores e de quem sobe pela primeira vez, incluindo famílias inteiras.
- O grupo Fadoalado, vencedor do Got Talent em 2021, atua no Carnaval há anos; Sara Mota e Leandra Mota destacam o significado das palmas, do reconhecimento e do amor pelo festival.
- As atuações acontecem entre bailinhos, danças e peças de teatro com crítica social, com participantes que chegam a ter profissões diversas, como médicos, lavradores ou cabeleireiras, que ao subir ao palco deixam as carreiras de lado.
- O Carnaval funciona como incubadora de talentos: muitos revelam vozes e instrumentos, dão origem a novos grupos e descobertas que moldam futuras carreiras artísticas.
O Carnaval da ilha Terceira, nos Açores, mantém-se durante quatro dias, com centenas de músicos e atores amadores a atuar gratuitamente. Entre sábado e terça-feira de Entrudo, a ilha acolhe cerca de 60 grupos que se deslocam por mais de 30 salas, com atuações que vão até à madrugada.
Ao longo do certame participam vozes que já passaram pelos conservatórios, filarmónicas, grupos de folclore e companhias de teatro, além de quem sobe ao palco pela primeira vez. No total, quase 1.500 artistas sobem aos palcos da Terceira.
O festival acolhe quem trabalha em áreas diversas, como medicina, farmácia, turismo ou havia de base militar, com atuação a partir das suas profissões. O Carnaval é gratuito e não envolve cachês.
Linhas de família no Carnaval
Sara e Leandra Mota participam desde a adolescência, tendo origem no bailinho de Carnaval criado pelas irmãs. O grupo Fadoalado venceu Got Talent 2021, em RTP, mas continua a regressar aos palcos do Carnaval para os seus ensaios e demonstrações.
O relato da dupla mostra o papel familiar: cresceram o gosto pela música graças ao pai, que também fazia Carnaval. A formação do bailinho em 2008 deu lugar à constituição do Fadoalado em 2016, com novas artistas a entrar ao longo dos anos.
Filha de Leandra, Maria, com 11 anos, participa há quatro edições. O talento da menina já se faz ouvir, apesar da idade. Para Maria, cantar serve para transmitir sentimentos através das palavras, numa perspetiva de comunicação com o público.
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