- Cerca de 35 mil clientes da E-redes ficaram sem energia, incluindo 19 mil nas áreas afetadas pela depressão Kristin, segundo a ANEPC.
- Apesar da melhoria do tempo, a Proteção Civil recomenda vigilância e evitar zonas de cheia, com previsão de chuva moderada a fraca e ventos fortes marginais no litoral.
- Os rios continuam sob monitorização: Mondego em Montemor-o-Velho exige cuidado; Tejo e Sorraia mantêm caudais elevados, com descargas espanholas a diminuir.
- No conjunto do país, mantêm-se riscos de inundações em múltiplos cursos de água, ainda que com menor severidade, e permanecem constrangimentos na rede ferroviária e rodoviária.
- Até ao momento, ocorreram 18.589 ocorrências, mobilizando 63.094 operacionais e 25.831 meios, com 12 planos distritais, 122 municipais ativos e 15 declarações de alerta.
O tempo adverso deixou cerca de 35 mil clientes sem energia eléctrica em Portugal às 12h30 de sábado. Deste total, 19 mil estavam em zonas afetadas pela depressão Kristin. A informação foi dada pelo comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, numa conferência em Carnaxide.
A Proteção Civil prevê chuva fraca a moderada para o dia, com possibilidade de agravamento no domingo, sobretudo no Minho e no litoral. O vento pode ser intenso no litoral, mas o gabinete descreve como normal para a situação atual.
O cenário deverá favorecer o escoamento de água e reduzir o risco de inundações em várias bacias. Ainda assim, algumas áreas continuam sob vigilância devido a caudais elevados e solos saturados, principalmente nas zonas ribeirinhas.
Situação por rios e áreas sob vigilância
O Mondego mantém risco de inundações em Montemor-o-Velho, com caudais ainda elevados. No Tejo, os caudais permanecem altos, em parte devido a descargas de barragens espanholas, ainda que com indicação de redução próxima.
O Sorraia também recebe entradas significativas, principalmente na Montargil, o que pode afetar Coruche e Benavente. No Sado, Alcácer do Sal regista regressão ao leito normal, facilitando as operações de manutenção.
Rios como Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana permanecem sob risco, com menor severidade, mas sem descontinuidade da monitorização.
Operações e impactos no terreno
A Proteção Civil mantém ativos 12 planos distritais, 122 municipais e 15 alertas em vigor. Já foram registadas 18.589 ocorrências, com 63.094 operacionais mobilizados e 25.831 meios destacados.
Quedas de árvores, inundações e movimentos de massa continuam entre as ocorrências mais frequentes. A população é aconselhada a evitar zonas ribeirinhas, quedas de árvores e permanecer em pontos elevados em áreas suscetíveis.
Continuam os constrangimentos na ferrovia e na rede rodoviária. A visibilidade reduzida provocada por neblina e nevoeiros matinais exige atenção redobrada aos condutores.
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