- No Dia dos Namorados, a 14 de fevereiro, sexóloga Tânia Graça e terapeuta Ana Marques Lito alertam para sinais de toxicidade nas relações, especialmente em momentos românticos.
- Um dos sinais é tentar controlar o que se veste no jantar, com comentários depreciativos sobre a roupa ou perguntas como “estás a chamar a atenção de quem?”.
- A humilhação pode manifestar-se pela forma de falar com outras pessoas ou por desvalorizar crenças e escolhas, visando diminuir a autoestima da outra pessoa.
- A manipulação para ter relações sexuais é outro indicador, com mensagens coercivas como “hoje já sabes, vai acontecer” ou “és a minha única opção?”, que podem apontar para pressão ou coercão.
- Outros sinais incluem desfasamento de expectativas, hiperfoco no momento, presença de terceiros (como filhos) no romance, e discussões no dia seguinte sobre o fim do relacionamento, o que pode indicar instabilidade.
O Dia dos Namorados pode revelar sinais de relação pouco saudável, mesmo entre beijos, jantares e presentes. Especialistas alertam para comportamentos que podem indicar toxicidade e pedem atenção aos primeiros sinais antes que o amor cegue.
A sexóloga Tânia Graça e a terapeuta familiar Ana Marques Lito, em parceria com a Delas.pt, destacam atitudes que podem denunciar desequilíbrios. O foco é identificar pequenos gestos que, no contexto festivo, evidenciem problemas subjacentes.
Para Graça, existem três detalhes a monitorizar numa noite festiva. Em primeiro lugar, controlar o que a pessoa leva a vestir durante o jantar pode sinalizar problemas já existentes. Comentários depreciativos ou insinuações sobre a attractividade da pessoa servem de alerta.
Em segundo lugar, a humilhação pode manifestar-se na forma como a pessoa é tratada, seja pela roupa, pela forma de falar com outros, ou pelas ideias que defende. A especialista alerta que humilhar pode diminuir a autoestima e facilitar abusos subsequentes.
Em terceiro lugar, a manipulação para relações sexuais. Frases coercitivas ou pressão para ter relações podem indicar abuso, mesmo se houver surpresa ou desejo de estimular o encontro. A necessidade de consentimento é reiterada pela especialista.
Interpretação das tensões conjugais
Marques Lito ressalva que a leitura dos sinais depende do contexto e de cada casal. A ressonância da intimidade pode variar, tornando-se indecifrável. Ainda assim, observar o tom de momentos especiais e o posicionamento do casal em relação à data pode ser significativo.
Além disso, a terapeuta destaca padrões como hipervigilância durante o Dia dos Namorados, com um cuidado extremo em relação ao companheiro. A marcação de atenção quase obsessiva pode sinalizar desequilíbrios na relação.
Influência de terceiros e do tempo seguinte
A participação de filhos ou de outros pessoas no momento a dois pode indicar distorções na relação. Alguns casais recorrem aos filhos para manter uma presença que distrai da distância entre ambos. Tal estratégia é apresentada como um indicativo de fragilidade relacional.
No dia seguinte à efeméride, outro sinal aparece quando um dos elementos acusa recorrentes dificuldades para manter o namoro. A vitalidade da relação pode residir na lembrança de que estar juntos tem sido uma opção positiva, segundo Marques Lito.
O que fazer diante destes sinais
O artigo com os especialistas enfatiza a necessidade de cautela na leitura dos sinais e de intervenção adequada quando necessário. Cada caso é único e requer uma análise própria, sem pressupostos. A comunicação clara e o respeito pelo consentimento permanecem centrais.
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