- O pico da gripe foi mais acentuado do que noutros anos; já entrámos numa fase não epidémica e não é provável nova subida.
- Em janeiro registou-se um acréscimo de 1133 óbitos (mais 9,2%) face a janeiro de 2025.
- O impacto da época gripal, aliado ao frio e às vulnerabilidades sociais da população, foi considerado substancial.
- Bernardo Gomes, presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, defende que merece reflexão para além da Saúde.
O pico da gripe desta época foi mais intenso do que em anos anteriores, mas já há sinais de acalmia. O panorama atual aponta para uma fase não epidémica, com possibilidade de nova escalada considerada improvável.
No mês de janeiro, registou-se um acréscimo de óbitos de 1133 face a janeiro de 2025, o que corresponde a mais 9,2%. Os dados apontam para mortalidade elevada, fruto da combinação entre gripe, temperaturas baixas e fatores sociais de vulnerabilidade.
Impacto da época gripal: especialistas destacam que o peso da gripe foi substancial para a saúde pública. O presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Bernardo Gomes, refere a necessidade de refletir para lá da Saúde pública, dada a correlação com condições socioeconómicas.
Contexto e perspetivas
Os indicadores apontam para um decréscimo gradual no ritmo de óbitos nos próximos meses, desde que não haja novos surtos significativos. A leitura é de que o período de maior gravidade já passou, mantendo-se vigilância epidemiológica.
Entre na conversa da comunidade