- As forças armadas dos EUA confirmaram um ataque cinético a uma embarcação no Mar das Caraíbas na sexta-feira, resultando em três mortos.
- O Comando Sul indicou que a operação foi liderada pela unidade encarregada da operação Lança do Sul, sob o comando do general Francis L. Donovan.
- A embarcação era alegadamente ligada a rotas de narcotráfico e a operações de narcoterrorismo nas Caraíbas, segundo informações dos serviços secretos.
- Este ataque sucede outro, no Pacífico Oriental, que provocou a morte de dois suspeitos de tráfico; houve um sobrevivente.
- O Pentágono, citado pelo The Intercept, eleva para pelo menos 133 o número de mortos em 39 operações, num contexto em que especialistas questionam a legalidade da estratégia.
O Exército dos EUA confirmou neste sábado ter realizado um ataque cinético contra uma embarcação nas Caraíbas na sexta-feira. Três pessoas morreram, segundo o Comando Sul dos Estados Unidos.
A operação teve como alvo uma embarcação alegadamente ligada ao narcotráfico, que, segundo informações dos serviços secretos partilhadas pelo Comando Sul, seguia por rotas conhecidas de narcotráfico na região.
A ordem para a operação foi dada pela unidade líder da chamada Operação Lança do Sul, sob o comando do general Francis L. Donovan. A nota militar indica que a ação visou uma embarcação operada por Organizações Terroristas Designadas, com três narcoterroristas mortos e sem feridos entre militares dos EUA.
Contexto da ocorrência
O ataque ocorre um dia após o Comando Sul ter informado sobre outro ataque a uma embarcação no Pacífico Oriental, que resultou na morte de dois suspeitos de tráfico, havendo um sobrevivente.
De acordo com informações compiladas pelo Pentágono, citadas pelo The Intercept, o saldo total de mortos em 39 operações já ascende a 133. Este pode representar o primeiro ataque do comando nas Caraíbas desde novembro, sendo a maioria das ações recentes concentrada no Pacífico.
Desde o verão passado, os EUA têm aumentado ataques contra embarcações associadas ao narcotráfico em águas internacionais. Especialistas, organizações não governamentais e responsáveis da ONU contestam a legalidade de algumas dessas ações.
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