- O livro-sobressalto Quebra-Cabeças junta o texto de Sandro William Junqueira e as ilustrações de Rachel Caiano, a apresentar-se após Roda-Viva – A Menina e o Círculo.
- O projeto é multidisciplinar: nasce do espectáculo de dança e estende-se a livro, oficina de desenho e movimento e exposição.
- A obra aborda a desordem das cabeças e a tentativa de organizar o mundo interior para influenciar o exterior.
- A linguagem gráfica é urbana, inspirada em Basquiat, graffiti e banda desenhada, e o texto abre a ideia de entrar na cabeça de figuras como Basquiat, Einstein e na relação com a própria mãe.
- Neste sábado, às 11h, há uma oficina para famílias na Casa do Jardim da Estrela, em Lisboa.
O livro- espetáculo Quebra-Cabeças junta escrita, ilustração e dança para explorar o mundo interior e a forma como nos organizamos no exterior. Criado por Sandro William Junqueira e Rachel Caiano, o projeto sucede Roda-Viva – A Menina e o Círculo.
A obra nasceu de um convite de Cláudia Nóvoa para criar um texto que servissem de tapete ao espetáculo. O projeto é multidisciplinar, abrangendo livro, oficina de desenho, movimento e exposição.
O texto inicial afirma que cada cabeça é única, com um mundo próprio e uma mente em constante movimento. A cabeça aparece como espaço desarrumado, mas também suscetível de contemplação e silêncio. O objetivo é traduzir essa ambivalência.
Linguagem e forma
A linguagem gráfica do espetáculo influenciou o livro, com uma estética urbana e inspirada em Basquiat, graffitis e banda desenhada. As ilustrações combinam técnicas diversas, criando uma leitura que contempla o pensamento não linear e a confusão criativa.
Sandro explica que o livro não é narrativa tradicional, mas um *livro-sobressalto* que tenta organizar o mundo interior para alcançar algo no mundo exterior. A ideia é que o projeto se desdobre em várias expressões artísticas.
Oficina e agenda
Já neste sábado, às 11h00, ocorre uma oficina para famílias associada ao livro, na Casa do Jardim da Estrela, em Lisboa. A proposta é trabalhar a partir do material da obra e do espetáculo, envolvendo público de várias idades.
Rachel detalha que a obra mistura desenho, colagem, aquarela e óleo, refletindo a energia da busca interior. O formato do livro é compacto, lembrando pequenos cuadrados que cabem na palma da mão, sinal de jogo e de objetos guardados.
O projeto, que já reúne livro, espetáculo e oficina, mantém a ideia de dois objetos artísticos distintos: o espetáculo e o livro. A referência visual aponta para uma obra contemporânea, com influências de linguagem urbana e arte gráfica.
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