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Cuga admite que despedimentos de trabalhadores não eram desejados

Cuga admite despedimentos em Paredes inevitáveis, apesar de acordos favoráveis; 25 acordos fechados, 11 rescindidos por mútuo acordo

A Cuga, antiga Varandas do Sousa, é a maior produtora nacional de cogumelos frescos
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  • A Cuga admite que a dispensa de 30 trabalhadores em Paredes é uma consequência inevitável do investimento para automatizar a linha de embalagem, com início em março.
  • 11 trabalhadores já aceitaram rescindir por mútuo acordo, aumentando para 25 o total de acordos fechados; os restantes devem ficar concluídos na próxima semana.
  • A empresa garante que fará tudo para evitar despedimentos e que o acordo proposto oferece condições mais favoráveis do que um despedimento coletivo.
  • O SINTAB acusa a empresa de desinformação e de horários desregulados; a Cuga afirma, em contrapartida, ter aumentado os salários em cerca de 30 por cento entre 2023 e janeiro de 2026, com incentivos de 300 a 400 euros em meses de baixa produção e acima de 1.000 euros em meses de maior atividade.
  • A Cuga prevê produzir 6,5 mil toneladas de cogumelos frescos e faturar 24 milhões de euros neste ano.

A Cuga, antiga Varandas do Sousa, é a maior produtora nacional de cogumelos frescos. A empresa confirmou este sábado que a dispensa de trabalhadores, criticada pelo sindicato na sexta-feira, é uma consequência que não desejava, mas que considera inevitável devido ao investimento dos acionistas.

A empresa assegura que fará tudo para evitar despedimentos na fábrica de Paredes, no Porto, e afirma estar a chegar a acordo com os 30 trabalhadores que terá de dispensar a partir de março, por causa da automatização da linha de embalamento. A proposta inicial contempla vantagens significativas face a um despedimento.

Entre os trabalhadores já envolvidos em acordos, contam-se sindicalizados e uma delegada sindical, segundo a Cuga. Da lista inicial, 11 trabalhadores optaram por rescisão por mútuo acordo, elevando para 25 o total de acordos fechados.

A próxima semana deverá permitir fechar os restantes acordos, de acordo com a administração. O grupo que já celebrou acordo inclui membros que estavam associados ao sindicato.

O CEO, Nuno Pereira, afirma que o acordo proposto oferece condições muito mais favoráveis do que um despedimento coletivo. A posição da empresa contrasta com acusações do SINTAB, que apontou desinformação, ameaças e horários desregulados na unidade de Paredes.

O SINTAB estendeu ainda que a Cuga comprou recentemente uma nova máquina na unidade de Paredes não para ampliar produção, mas para permitir despedimentos. A empresa reage dizendo ter aumentado salários entre 2023 e janeiro de 2026 em cerca de 30%, superando a inflação.

A Cuga acrescenta que lançou incentivos à produtividade que podem acrescentar entre 300 e 400 euros ao vencimento base em meses de menor produção, e acima de 1.000 euros em meses de maior procura. Para este ano, a empresa prevê produzir cerca de 6,5 mil toneladas de cogumelos e faturar 24 milhões de euros.

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