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Bebés guineenses usados como cobaias em políticas antivacinas dos EUA

Governo da Guiné recusa estudo financiado pelos EUA que visava testar vacinas da hepatite B em recém-nascidos, após questões éticas levantarem controvérsia

Posto de saúde no bairro de Bandim, em Bissau, com mães à espera de pesar e vacinar os seus filhos
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  • Investigadores dinamarqueses com historial de estudar efeitos não específicos conseguiram 1,6 milhões de dólares do Governo dos EUA para testar possíveis efeitos negativos da vacinação contra a hepatite B em recém-nascidos.
  • O estudo pretendia decorrer através do Projecto de Saúde Bandim, criado por Peter Aaby há mais de quatro décadas em Bissau.
  • A polémica em torno de questões éticas levou a comissão de ética guineense a aprovar o estudo inicialmente, mas o Governo recusou-o depois.
  • A decisão de recusa foi tomada devido a preocupações éticas associadas à pesquisa envolvendo bebés e vacinas.

Um grupo de investigadores dinamarqueses tentou financiar em tempo recorde um estudo para avaliar efeitos negativos da vacina da hepatite B em recém-nascidos. O projeto seria realizado através do Projecto de Saúde Bandim, em Bissau.

Os autores, com historial de pesquisas sobre efeitos não específicos de vacinas, estavam a solicitar 1,6 milhões de dólares ao Governo dos EUA para o estudo. O objetivo era identificar possíveis impactos adversos da vacinação.

O Clube de Ética guineense aprovou a primeira etapa do processo, mas as autoridades do país recusaram o estudo depois de dúvidas éticas levantadas pela comissão local. O Governo argumentou que o desenho era inadequado.

Controvérsia ética e financiamento

O financiamento do Governo dos EUA foi obtido após um processo rápido, gerando críticas sobre a conformidade ética. O Projecto de Saúde Bandim, associado a Peter Aaby, está sediado em Bissau há décadas.

A decisão guineense de rejeitar o estudo aponta para preocupações sobre consentimento, proteção de crianças e diretrizes de pesquisa em contextos vulneráveis. As autoridades estaduais não divulgaram detalhes adicionais.

Não foram divulgadas datas específicas nem prazos para a avaliação futura deste tema. O caso destaca o papel das comissões de ética na avaliação de estudos envolvendo populações vulneráveis.

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