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Valentim sem romance: mulheres passam o Dia dos Namorados com amigas

Galentine’s Day ganha força nas redes entre amigas, questiona a hierarquia afetiva do romance e valoriza autonomia e cumplicidade

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  • Adji Hanne celebra o Dia de S. Valentim com amigas há quatro anos, num ritual que começou com jantares e atividades manuais.
  • O Galentine’s, celebrado normalmente a 13 de fevereiro, é visto como celebração da amizade, não como alternativa menor ao amor romântico.
  • A data ganha força nas redes, com mais de 200 milhões de vídeos no TikTok com #Galentine’s.
  • A jornalista Maria Casal Ribeiro afirma que a mudança simboliza uma hierarquia afetiva em evolução, dando mais peso à amizade.
  • Para Adji, o dia traduz-se em diversão e pode ser celebrado independentemente da situação amorosa.

Adji Hanne e um grupo de amigas celebram o Galentine’s há quatro anos, desde o primeiro ano da faculdade. Para elas, a data não fica em branco sem romance, pois o amor pode ser entre amigos, família e colegas. A ideia nasceu de atividades simples entre amigas.

O ritual começou com um jantar temático ou atividades manuais, como pintar objetos, e evoluiu para uma noite de convívio. Este ano, planeiam jantar e sair para aproveitar a noite juntas, mantendo o foco na amizade.

Galentine’s ganha força e desafia a hierarquia afetiva

O Dia de S. Valentim continua associado ao romance, mas o Galentine’s, celebrado em geral a 13 de fevereiro, ganha protagonismo entre amigas. A prática não rejeita o amor romântico, acrescenta apenas um peso próprio à expressão afetiva.

A autora Maria Casal Ribeiro sublinha que a normalização da data reflete uma mudança mais ampla: a amizade passa a ter papel central na vida, sem rejeitar gestos de carinho tradicionais. A geração Z é apontada como menos tolerante com modelos rígidos.

Para Adji, a amizade é um sentimento genuíno que merece reconhecimento, independentemente de tendências. A jornalista observa que as redes ajudaram a espalhar a ideia, mas já existia uma vontade de celebrar o afeto entre amigas.

A líder de opinião enfatiza ainda que o movimento não é uma oposição ao romantismo, mas uma abertura de significados da data. A autora alerta para o risco de excessiva centragem no autocuidado, sem perder presença e compromisso nas relações.

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