- Em 2025, o Uzbequistão expandiu o uso de tecnologias médicas avançadas em todo o sistema de saúde, incluindo IA em 43 tipos de procedimentos.
- Foram introduzidos 179 novos métodos de diagnóstico e 199 técnicas de tratamento em centros médicos especializados, aumentando a capacidade de cirurgia pediátrica complexa.
- O país realizou 379 tipos de cirurgias raras e complexas a nível regional, com o objetivo de tratar internamente doenças pediátricas complexas.
- O Centro Nacional de Medicina Infantil, criado para concentrar serviços pediátricos avançados, obteve acreditação internacional e já realizou transplantes de medula óssea, fígado e rins, entre outros.
- Além de reduzir o envio de crianças ao estrangeiro para tratamento, o sistema público passou a financiar serviços médicos para menores de dezoito anos, incluindo cirurgias de alta tecnologia. Também houve avanços em neurocirurgia com cirurgia assistida por robot e casos de separação de gémeos siameses.
Uzbequistão reforçou a capacidade interna em cirurgia pediátrica complexa em 2025, expandindo o uso de tecnologias avançadas em todo o sistema de saúde. A implementação incluiu IA em 43 procedimentos, com 179 novos métodos diagnósticos e 199 técnicas terapêuticas em centros especializados. A medida visa reduzir deslocações de crianças ao estrangeiro e aliviar pressões sobre os serviços.
As autoridades destacam que a rede ampliou a oferta de cirurgias raras e complexas, com 379 tipos de intervenções disponíveis regionalmente. O Centro Nacional de Medicina Infantil foi criado para concentrar serviços avançados, envolvendo equipas multidisciplinares e tecnologia de ponta, com formação internacional concluída previamente.
O novo leque de intervenientes já levou a avanços como transplantes de fígado em bebés, transplante de medula óssea e transplantes renais laparoscópicos, realizados no país. A direcção ressalva que estes procedimentos são financiados por fundos públicos para crianças até aos 18 anos.
Transplantes e cuidados oncológicos
O primeiro transplante hepático pediátrico com dador vivo realizou-se num bebé de sete meses, usando dois segmentos do fígado da mãe. A recuperação de dadora e recetor foi estável, reduzindo necessidade de tratamento no estrangeiro, com custos até aqui muito superiores.
O transplante de medula óssea passou a ser opção terapêutica para doenças hematológicas e oncológicas, com cerca de 40 procedimentos já concluídos no Centro Nacional de Medicina Infantil. Quando dadores aparentados não eram compatíveis, recorreram-se a haploidêntico com dadores não aparentados.
A política nacional de saúde assegura que serviços médicos para crianças, incluindo cirurgias de alta tecnologia, são financiados a partir de fundos públicos, segundo autoridades.
Neurocirurgia e cuidados neonatais
No Centro Republicano de Neurocirurgia, passaram a operar com robótica e navegação assistida em casos selecionados de tumores cerebrais profundos e epilepsia farmacorresistente. Um bebé de seis meses beneficiou de intervenção robótica que cessou as crises.
Outro caso de divulgação envolveu gémeos siameses nascidos entre a 33.ª e a 34.ª semanas, separados numa operação de urgência em Chirchik. A cirurgia ocorreu cerca de nove horas após o nascimento, exigindo elevada precisão devido aos órgãos partilhados.
Segundo Bakhtiyor Ergashev, diretor do Centro de Cirurgia Neonatal, a intervenção exigiu gestão cuidadosa após a rutura de tecido conjuntivo e fuga de líquido abdominal. Operações semelhantes já tinham ocorrido no Uzbequistão, com participação de equipas estrangeiras ou pacientes internacionais.
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