- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma visita à Venezuela, mas sem data definida.
- Washington autorizou cinco empresas petrolíferas a retomar operações no país: BP, Shell, Eni, Repsol e Chevron; os contratos ficam sob lei norte‑americana e os pagamentos devem ocorrer via contas aprovadas pelo Tesouro.
- Os EUA reconhecem a presidente interina venezuelana, Dercy Rodríguez, como autoridade oficial e afirmam que a relação bilateral é sólida.
- Uma segunda licença autoriza novos investimentos, incluindo exploração de novos campos, com condições para evitar que as transações beneficiem Rússia, Irão, Coreia do Norte, Cuba ou China.
- A decisão ocorre após a incursão que capturou Nicolás Maduro; o secretário da Energia prometeu um aumento da produção petrolífera, e Rodríguez reuniu‑se com executivos da Repsol.
Donald Trump anunciou na sexta-feira que irá à Venezuela, mas sem indicar data. A declaração surgiu horas depois de Washington autorizar cinco empresas petrolíferas a retomar operações no país.
O presidente norte-americano assegurou reconhecer o Governo interino venezuelano de Delcy Rodríguez como autoridade formal. Afirmou ainda que a relação bilateral permanece sólida e que as negociações contemplam um papel americano na extração de crude.
Trump destacou o acordo para reabrir o mercado venezuelano de crude a empresas sob controlo de Washington, com refinarias no Golfo do México a desempenhar papel central no processo. As licenças permitem retomar e ampliar atividades na Venezuela.
Licenças aprovadas pelo Tesouro permitem às empresas BP, Shell, Eni, Repsol e Chevron retomar operações, com contratos regidos pela lei dos EUA e litígios resolvidos nos EUA. Pagamentos deverão ocorrer via contas aprovadas pelo Tesouro.
A segunda licença autoriza novos investimentos, incluindo exploração de novos campos, condicionando operações para impedir benefícios a países como Rússia, Irão, Coreia do Norte, Cuba ou China. A decisão segue a incursão que capturou Nicolás Maduro.
Desde então, Trump tem defendido a reativação da exploração de petróleo venezuelano sob patrocínio norte-americano, com promessa de partilha de lucros. O secretário da Energia, Chris Wright, visitou Caracas com promessas de aumento de produção.
A presidente interina venezuelana reuniu-se com representantes da Repsol e com executivos da Maurel & Prom, empresa francesa, que não consta na lista de Washington. A notícia destaca o foco em investimentos estrangeiros no setor.
Entre na conversa da comunidade