- A Tailândia está a usar uma vacina de controlo de natalidade em elefantes selvagens para reduzir conflitos mortais com pessoas e evitar expulsões do habitat.
- A iniciativa começou com 25 doses disponíveis, com um ensaio de dois anos em sete elefantes domesticados que mostrou resultados promissores. A vacina impede a fertilização, não a ovulação.
- Em finais de janeiro, a vacina foi administrada a três elefantes selvagens na província de Trat; as autoridades planeiam aplicar as doses restantes nas áreas seguintes.
- A vacina pode impedir gravidezes durante sete anos, podendo o animal voltar a reproduzir-se se não receber reforço após esse período. Observação contínua de especialistas está prevista.
- O programa surge em contexto de aumento de confrontos entre humanos e elefantes, com cerca de 800 dos 4.400 elefantes selvagens do país a viver em zonas de risco; medidas adicionais incluem água e alimento em floresta, cercas e patrulhas, além de controlo de transferências de animais.
A Tailândia está a administrar uma vacina de controlo de natalidade a elefantes selvagens para reduzir conflitos com comunidades humanas. A iniciativa surge numa altura em que a pressão sobre habitats naturais aumenta devido à expansão agrícola e à derrubação de florestas.
O objetivo é impedir gravidezes entre fêmeas de elefante em áreas de maior interação com pessoas, evitando assim confrontos que já causaram mortes e danos a culturas. Os dados oficiais indicam que, no último ano, 30 pessoas foram mortas e 29 ficaram feridas por elefantes no país, com mais de 2 mil incidentes de destruição de culturas.
O gabinete de Conservação da Vida Selvagem obteve 25 doses da vacina produzida nos Estados Unidos. Um ensaio de dois anos em sete elefantes domesticados mostrou resultados promissores, com o fármaco impedindo a fertilização dos óvulos sem impedir a ovulação. Em finais de janeiro, três elefantes selvagens na província de Trat receberam a dose inicial.
Segundo Sukhee Boonsang, o programa é dirigido a elefantes selvagens que vivem perto de zonas residenciais, onde o risco de confrontos é mais elevado. A equipa planeia utilizar as 15 doses restantes e escolher áreas para a continuidade do programa, com monitorização de perto ao longo de sete anos.
A vacina pode impedir gravidezes durante sete anos; após esse período, pode ser necessária uma dose de reforço para manter a eficácia. A monitorização será feita por especialistas para avaliar impactos a longo prazo na reprodução e na saúde dos animais.
Além da vacinação, as autoridades implementam outras medidas para reduzir conflitos: mais fontes de água e alimento nas florestas, instalação de cercas de proteção e patrulhas de guardas florestais para orientar elefantes de volta à vida selvagem.
Uma operação de transferência ordenada por tribunal, no início do mês, para remover elefantes de Khon Kaen que se aproximavam de zonas habitadas, gerou controvérsia após a morte de um elefante durante o procedimento. O Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas assegura ter cumprido o protocolo, e abriu uma investigação para evitar incidentes futuros.
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