- Oito homens foram condenados pelo Tribunal de Portimão a penas entre nove e 16 anos de prisão por tráfico de droga agravado, após a detenção em 2023 em Albufeira, com mais de 1.200 quilogramas de cocaína apreendidos num camião.
- Apenas Ayari Chokri, tunisino de 65 anos, esteve presente na leitura do acórdão e foi condenado a 16 anos, além de crimes de falsificação de documentos e falsidade de declarações; os demais arguidos não compareceram.
- Os condenados são: Edgar Teixeira e Gabriel Carvalho a 12 anos de prisão; Fabrício Bahia e Sérgio Júnior a nove anos; Igor Jakovina a nove anos e quatro meses; todos por tráfico agravado de estupefacientes e associação criminosa, com ligação a uma rede logística no Algarve.
- O tribunal considerou que três arguidos atuaram em bando, justificando as penas “bastantes pesadas” face à enorme quantidade de droga apreendida; não ficou provada a ligação a cartéis ou a rede internacional.
- Os bens apreendidos, incluindo um camião e cerca de 1,3 milhões de euros, reverterão a favor do Estado; os advogados não deram declarações, exceto a defensora de Ayari Chokri, que anunciou recurso.
O Tribunal de Portimão condenou seis homens detidos em 2023 no concelho de Albufeira a penas entre nove e 16 anos de prisão por tráfico de droga agravado. A leitura do acórdão ocorreu nesta sexta-feira.
Entre os condenados, Ayari Chokri, tunisino de 65 anos, recebeu a pena mais elevada, 16 anos, pelos crimes de tráfico de droga, falsificação de documentos e falsidade de declarações. Ausentes estiveram os demais arguidos.
Edgar Teixeira, de 48 anos, e Gabriel Carvalho, de 39, foram condenados a 12 anos de prisão. Fabrício Bahia, de 29, e Sérgio Júnior, de 26, ficaram com 9 anos cada. Igor Jakovina recebeu 9 anos e quatro meses.
Os arguidos foram detidos em março de 2023, em Vale Paraíso, Albufeira, durante uma operação policial na qual foi apreendida cocaína no valor de 1 200 quilogramas escondida num camião.
O colectivo de juízes considerou que os suspeitos introduziam grandes quantidades de cocaína no mercado europeu e que integravam uma rede com base logística no Algarve, usando Portugal como porta de entrada para a distribuição na Europa.
Não ficou provado que os arguidos tivessem ligações a cartéis de droga nem que integrassem uma rede internacional; assim, foram absolvidos desse crime de associação a redes internacionais. Contudo, três deles atuaram em bando, segundo o acórdão.
As penas foram consideradas bastantes pesadas face à natureza dos crimes e à enorme quantidade de estupefaciente apreendida, indicam os autos. Também ficou decidido que os bens apreendidos, entre os quais um camião e cerca de 1,3 milhões de euros, reverterão a favor do Estado.
Os advogados não fizeram declarações aos jornalistas. A defensora de Ayari Chokri informou que vai apresentar recurso da decisão.
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