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Rússia oferece ajuda a Cuba e acusa EUA de pressionar o regime

Rússia promete ajuda material a Cuba diante da pressão dos EUA, enquanto Havana enfrenta a suspensão de petróleo venezuelano ao país

Militares cubanos em evento sob chuva com a bandeira de Cuba
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  • A Rússia disse que vai prestar ajuda material a Cuba, em reação ao embargo energético imposto pelos Estados Unidos (EUA).
  • O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Ryabkov, afirmou que a ajuda já está a acontecer, com outros países amigos de Havana a contribuir.
  • Os EUA proibiram entregas de petróleo da Venezuela a Cuba e impuseram tarifas a nações que vendam petróleo à ilha.
  • Cuba adotou medidas de emergência e enfrenta falta de água, cuidados de saúde, alimentos e combustível, agravada após o furacão Melissa.
  • A Rússia criticou a pressão de Washington sobre Cuba e disse que não pretende escalada, lembrando que a última entrega de petróleo russo aconteceu em fevereiro de 2025, no âmbito de apoio à ilha.

A Rússia afirmou nesta sexta-feira que vai prestar ajuda material a Cuba em resposta ao embargo energético dos EUA, que tem afetado a ilha caribenha. O anúncio foi feito pelo vice-ministro Sergey Ryabkov à agência russa TASS. A entrega já estaria a decorrer.

A ajuda surge na sequência da suspensão das entregas de petróleo da Venezuela, ordenada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, após a detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças dos EUA no início de janeiro. O governo cubano reagiu com medidas de emergência.

A Casa Branca também assinou uma ordem executiva para impor tarifas a países que vendem petróleo a Cuba, enquadrando Havana como uma ameaça à segurança nacional e à política externa dos EUA. Em resposta, Cuba implementou medidas de contenção económica.

Em várias zonas afetadas pelo furacão Melissa, em outubro, Cuba enfrenta interrupções no abastecimento de água potável, assistência médica e alimentos. O país já tinha alertado para dificuldades de abastecimento de combustíveis e bens essenciais.

Ryabkov indicou que outros aliados de Havana também trabalham para aliviar a pressão, incluindo membros do BRICS. O diplomata acusa os EUA de exercerem pressão considerada excessiva sobre o regime cubano.

O porta-voz do Kremlin afirmou que o objetivo não é provocar uma escalada de tensão com Washington em relação aos carregamentos de petróleo para Cuba. A Putinaria indicou cautela quanto a medidas que possam agravar a situação.

Fontes da embaixada russa em Havana disseram ao jornal Izvestia que Moscovo planeava uma entrega de petróleo e derivados como ajuda humanitária, depois de ter enviado o último carregamento de petróleo bruto para a ilha em fevereiro de 2025.

Recentemente, Moscovo tem aconselhado os seus cidadãos a não viajar para Cuba, sem deixar de afastar a possibilidade de repetição de ações que retiraram Maduro do poder. O Governo cubano também avisou sobre falta de combustível de aviação.

Apoio externo e contexto

  • Moscovo descreve a pressão norte-americana como desproporcional e assegura assistência material a Cuba.
  • A tensão resulta da conjugação entre embargo venezuelano, tarifas dos EUA e medidas de contenção cubanas.
  • Washington mantém a narrativa de que as ações visam pressionar o regime cubano para reformas políticas.

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