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Rapazes imigrantes de famílias abastadas enfrentam maior risco de bullying

OCDE revela que rapazes imigrantes de famílias abastadas são o grupo de maior risco de bullying escolar, com fatores étnicos e socioeconómicos a influenciar

Bullying
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  • Os rapazes imigrantes de famílias mais abastadas são o grupo de alunos com maior risco de sofrer bullying, segundo a OCDE.
  • Em geral, os rapazes sofrem mais bullying do que as raparigas, e os imigrantes têm mais exposição do que os nativos.
  • Possíveis explicações: maior capacidade de detetar e denunciar casos entre famílias ricas; desafiar estereótipos que associam imigrantes à pobreza; outros fatores de risco como diferença física, deficiência ou orientação sexual.
  • Em Portugal, foram mencionadas medidas como cursos online para educadores e o programa Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência, além de uma plataforma de recursos do Ministério da Educação.
  • A intensidade do bullying caiu entre 2018 e 2022, retomando em 2022, com Coreia e Japão a registar melhorias contínuas e Dinamarca a subir ligeiramente (+1,12%) no mesmo período.

O relatório internacional da OCDE revela que os rapazes imigrantes e de famílias mais abastadas são o grupo com maior risco de sofrer bullying nas escolas da OCDE. O estudo foi divulgado nesta sexta-feira e analisa padrões de vitimização em diversos países.

Constata-se que, de modo geral, os rapazes sofrem mais bullying do que as raparigas e que os imigrantes ou jovens com antecedentes migratórios estão mais expostos do que os nativos. A gravidade do fenómeno aumenta quando os rapazes pertencem a famílias com maior poder económico.

Segundo os investigadores, uma das explicações apontadas é que famílias com maior renda têm maior capacidade de detetar e denunciar incidentes, o que favorece a identificação de casos. A associação entre imigração e riqueza pode refletir a oposição a estereótipos que associam imigrantes à pobreza.

Tendências internacionais e medidas

O relatório cita ainda fatores de risco como diferenças físicas, deficiência ou orientação sexual, além da pertença a minorias. A escola frequentada também influencia o risco, pois maior estranheza socioeconómica aumenta a probabilidade de bullying.

A OCDE indica que, globalmente, a maioria dos estudantes já enfrentou situações que podem ser consideradas bullying, embora apenas uma minoria tenha consequências graves. O ambiente familiar e a integração em grupos de apoio são apontados como fatores protetores.

No conjunto, Portugal é referido com medidas como cursos online para profissionais da educação e a rede Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência. O Ministério da Educação também criou uma plataforma com recursos para formação de formadores.

Consultas e variações entre países

A OCDE avança que, após um recuo entre 2018 e 2022, a intensidade média do bullying voltou a subir em 2022. A explicação apontada prende-se com o impacto da Covid-19, que levou ao isolamento e ao fecho de escolas.

Entre os casos internacionais, a Coreia do Sul e o Japão registaram quedas constantes entre 2015 e 2022. Em contrapartida, a Dinamarca mostrou um aumento moderado do índice de bullying no mesmo período, contrariando a tendência global.

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