- Maxwell foi condenada a vinte anos de prisão em dois mil e vinte e dois por exploração sexual de menores e está a esgotar recursos judiciais contra a sentença, recusando-se a testemunhar perante um comité da Câmara dos Representantes sem imunidade criminal.
- No decurso da audiência, afirmou conhecer vinte e cinco nomes ligados à rede de tráfico de Epstein e revelou quatro coconspiradores identificados; disse que foi o maior erro da sua vida na relação com Epstein.
- A Casa Branca informou que o indulto para Maxwell não é uma prioridade do Presidente dos Estados Unidos.
- Maxwell nasceu em dois mil e sessenta e um, em França, é filha de Robert Maxwell e cresceu numa casa de grande riqueza; tornou-se figura central na rede de Epstein e associou-se a figuras de elites durante décadas.
- Vítimas descreveram abusos sexuais repetidos por Epstein e pela rede, com depoimentos que ilustram a gravidade dos crimes cometidos e a participação de Maxwell conforme relatos apresentados em juízo.
O principal cúmplice de Jeffrey Epstein não respondeu às perguntas de um comitê da Câmara dos Representantes dos EUA. Ghislaine Maxwell, de 64 anos, pediu imunidade criminal em troca do testemunho, mas o pedido foi recusado. A sessão ocorreu após a sua condenação em 2022 por exploração sexual de menores, mantendo-a sob a ordem de prisão. A Casa Branca deixou claro que um indulto não é prioridade.
Maxwell permanece detida em regime de segurança no Texas, onde cumpre 20 anos de prisão. Entre as perguntas pendentes estavam alegados contatos com Donald Trump, cúmplices e relações com governos estrangeiros ou serviços de informações. O comité destacou ainda que apenas quatro coconspiradores identificados foram enquadrados na investigação.
Perfil de Maxwell
Nascida a 25 de dezembro de 1961, Maxwell é filha mais nova de Robert Maxwell, magnata do grupo Mirror. Cresceu em Oxford e estudou História Moderna e Línguas. A família enfrentou uma crise financeira após a morte do pai, em 1991, que deixou dívidas excepcionais e mudou os destinos de Maxwell.
A partir de Nova Iorque, Maxwell passou a atuar como anfitriã de encontros entre milionários de Wall Street e figuras públicas, ligando Epstein a uma rede de potenciais abusos. Em 2003, Epstein descreveu-a como a sua melhor amiga, e alguns amigos viam-na como a figura que conectava uma elite poderosa.
Testemunhos e contexto
Antes da condenação, várias vítimas relataram abusos graves. Uma delas descreveu abusos repetidos por Epstein e tentou suicídio após situações de extremo abuso. Outra revelou ter sido apresentada a Epstein quando era estudante universitária, sendo agredida e traficada ao longo de anos.
O documentário sobre Maxwell tem relatos de que a executora dos abusos também praticava abusos, o que aumenta o debate sobre o papel de Maxwell na rede criminosa. Observadores destacam a influência de Maxwell na dinâmica entre Epstein e as suas vítimas.
A teoria da relação com o poder
Fontes próximas ao caso descrevem Maxwell como alguém que operava na interseção entre riqueza, política e influência. A narrativa pública foca na sua capacidade de recrutar vítimas e manter vínculos com círculos de poder, bem como no impacto do falecimento do pai sobre o seu percurso.
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