- O projeto PetBionic, liderado pela Universidade de Aveiro, com o Hospital Veterinário de S. Bento e a Composites Kingdom, está a desenvolver a primeira geração de próteses inteligentes para animais de companhia, com duração até 2027.
- As próteses vão usar titânio revestido por biovidro para favorecer a osteointegração rápida e segura, com revestimentos multifuncionais que também têm ação terapêutica e antibacteriana.
- Vão incorporar sensores ligados a inteligência artificial para monitorizar a estabilidade do implante e a densidade óssea, permitindo ajustes para reduzir rejeições e melhorar a mobilidade.
- A Universidade de Aveiro opera na engenharia de materiais, a Composites Kingdom na fabricação aditiva e materiais compósitos, e o hospital assegura a pertinência clínica.
- O projeto recebeu 1,055 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, sendo apoiado pelo Compete 2030 e pelo Programa Regional de Lisboa, e está em curso há um ano.
A Universidade de Aveiro (UA), o Hospital Veterinário de S. Bento e a Composites Kingdom (CK) estão a desenvolver a primeira geração de próteses inteligentes para animais de companhia. O projeto PetBionic é pioneiro a nível mundial e pretende melhorar a qualidade de vida de cães e gatos, com potencial para escala comercial e aplicação futura na Medicina Humana.
As próteses combinam materiais biocompatíveis no contacto com o osso, como titânio revestido por biovidro, para uma osteointegração rápida e segura. Os revestimentos serão multifuncionais, com propriedades osteoinstrutivas, terapêuticas e antibacterianas, reduzindo o risco de infeções.
Além disso, os implantes incluirão sensores ligados a inteligência artificial, que monitorizam estabilidade, densidade óssea e outros parâmetros biométricos. A informação permite ajustar as próteses para melhorar mobilidade, detetar falhas e indicar substituições ao fim da vida útil.
Parcerias, tecnologia e financiamento
A UA responde pela engenharia de materiais e física, enquanto a CK traz know-how em materiais compósitos e fabricação aditiva. O hospital, líder do consórcio, assegura a orientação clínica necessária às próteses.
Os materiais de revestimento já estão desenvolvidos e o design das próteses está a ser finalizado. Segue-se a produção, testes laboratoriais e, posteriormente, a aplicação em casos clínicos. O projeto arrancou há um ano e termina em 2027.
Apoio financeiro e contexto
O PetBionic conta com apoio do Compete 2030 e do Programa Regional de Lisboa, recebendo 1,055 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. O objetivo é validar a viabilidade clínica e o potencial de escalabilidade.
Entre na conversa da comunidade