- O Ministério Público do Porto abriu um novo inquérito para investigar a construção da casa de Luís Montenegro, em Espinho.
- O foco é a possível discrepância entre o custo da moradia e as faturas apresentadas pelos empreiteiros, segundo o Expresso.
- O DIAP Regional do Porto investiga também suspeitas de fraude fiscal, após ter arquivado, em 2024, um primeiro processo relacionado com benefícios fiscais.
- O MP já ouviu o engenheiro Rui Mota Oliveira e o construtor civil José Marco da Cunha Rodrigues; o primeiro-ministro não respondeu a tempo de a edição fechar.
- A Procuradoria-Geral da República confirmou apenas a existência de investigação em curso no DIAP do Porto; o inquérito anterior arquivara os benefícios fiscais como legítimos.
O Ministério Público do Porto abriu um novo inquérito para investigar a construção da casa em Espinho, pertença do primeiro-ministro Luís Montenegro. A investigação centra-se na possibilidade de discrepâncias entre o custo da obra e as faturas apresentadas pelos empreiteiros. O caso insere-se numa operação já anterior, que avaliou benefícios fiscais ligados à reabilitação urbana.
Segundo o Expresso, o novo inquérito surge depois de, em 2024, o MP ter arquivado um processo-crime sobre a mesma moradia, agora para averiguar fraude fiscal. O foco atual é perceber se a construção correspondeu aos montantes declarados e aos pagamentos efetuados pelos responsáveis pela obra.
O DIAP Regional do Porto ouviu em janeiro o engenheiro responsável pela obra, Rui Mota Oliveira, e o construtor civil que demoliu a ruína existente, José Marco da Cunha Rodrigues. As fontes consultadas pelo jornal indicam que a Procuradoria-Geral da República confirmou apenas a existência de investigação em curso no DIAP.
O primeiro inquérito, já arquivado, avaliou os benefícios fiscais atribuídos por a obra ser classificada como reabilitação urbana, concluindo que tinham sido concedidos de forma legítima. O novo inquérito volta a centrar-se na própria construção e nos montantes pagos aos intervenientes na obra. Montenegro não respondeu de imediato sobre o conhecimento do caso ou eventual oitiva.
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