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EUA autorizam cinco petrolíferas a retomar operações na Venezuela, Repsol

EUA autorizam cinco petrolíferas, incluindo Repsol, a retomar operações na Venezuela, com contratos regidos pelas leis dos EUA e pagamentos aprovados

Petrolíferas, Estados Unidos, economia, negócios e finanças, petróleo e gás (extração), energia
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  • Os Estados Unidos autorizaram cinco grandes petrolíferas, entre as quais a espanhola Repsol, a retomar operações na Venezuela sob supervisão norte‑americana.
  • As empresas autorizadas são BP, Shell, Eni, Repsol e Chevron, com autorização para trabalhar no setor de petróleo e gás com a PDVSA e as suas afiliadas.
  • Os contratos ficarão regidos pelas leis dos Estados Unidos e qualquer litígio será resolvido nos Estados Unidos; os pagamentos devem passar por contas aprovadas pelo Tesouro.
  • Paralelamente, foi publicada outra licença que autoriza novos investimentos, incluindo exploração de novos campos ou desenvolvimento de atividades existentes.
  • As medidas ocorrem num contexto de tentativas de relançar a exploração venezuelana do petróleo, após ações anteriores envolvendo o governo de Nicolás Maduro.

Os Estados Unidos autorizaram cinco grandes operadoras petrolíferas a retomar atividades na Venezuela, sob supervisão norte-americana. Entre elas estão BP, Shell, Eni, Repsol e Chevron, com autorização para atuar no setor de petróleo e gás e negociar com a PDVSA.

A licença determina que os contratos sejam regidos pela lei dos EUA e que litígios sejam resolvidos nos Estados Unidos. Os pagamentos devem ocorrer via contas aprovadas pelo Tesouro.

Além disso, a autorização permite novos investimentos, incluindo a exploração de novos campos e o desenvolvimento de atividades existentes, mantendo a supervisão de Washington sobre as operações.

Desde a incursão militar norte-americana no início de janeiro, que teria levado à captura e detenção de Nicolás Maduro, os EUA seguem uma estratégia de reativar a produção venezuelana de petróleo, com eventual partilha de lucros.

Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, afirmou que o país não desnacionalizará a indústria petrolífera. A nova lei de hidrocarbonetos permite investimento estrangeiro sem reverter a propriedade estatal.

Segundo a líder venezuelana, a reforma busca atrair capital mantendo a gestão estatal, com dividendos de investimento a depender de novos modelos de gestão para produção e venda.

Durante visita a Caracas, o secretário de Energia dos EUA indicou que as vendas de petróleo venezuelano já ultrapassaram 1 mil milhões de dólares, elogiando a cooperação com Caracas.

Chris Wright apontou em entrevista à NBC News a cooperação entre Caracas e Washington nas negociações. Ele reuniu-se com Delcy Rodríguez na quarta-feira para avaliar o andamento das operações.

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