- Dez pessoas foram retiradas por precaução durante a noite em Sobral de Monte Agraço (Lisboa) devido a deslizamentos de terra e inundação.
- Quatro pessoas saíram de Pé do Monte por deslizamento; as outras seis, em Casal da Barqueira, por risco de inundação, foram alojadas numa estrutura de turismo rural.
- Durante a noite houve várias ocorrências devido à chuva forte; estas trouxeram vias interditas, incluindo a EN 8 no Bombarral e em Fervença (Alcobaça) e a EN 361 na Lourinhã por deslizamento.
- A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para agravamento das condições meteorológicas na região de Lisboa e da Península de Setúbal.
- Em paralelo, Portugal registra várias mortes e feridos por depressões anteriores; o Governo prolongou a situação de calamidade para 68 concelhos e anunciou apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Duas centenas de palavras não bastam para descrever a persistência de chuvas fortes na região de Lisboa, mas este registo acompanha a evolução de uma noite marcada por deslizamentos e inundações. Em Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, dez pessoas foram retiradas de casa por precaução devido a ameaças de solo e água, segundo a proteção civil.
Quatro residentes de Pé do Monte foram obrigados a abandonar as habitações após um deslizamento de terra. Seis outras pessoas, em Casal da Barqueira, foram removidas por risco de inundação e encaminhadas para uma estrutura de turismo rural.
Ocorrência e evacuações
A proteção civil confirmou ocorrências associadas à chuva intensa ao longo da noite, com várias vias parcialmente interditas. A EN 8 está fechada entre os km 75,3 e 76,3, e entre o km 1,3 e 3, em Fervença, Alcobaça, devido a inundações. A EN 361 também permanece cortada no km 11, na Lourinhã, devido a deslizamento.
Contexto meteorológico e impactos
A ANEPC alertou para agravamento das condições meteorológicas que podem afetar a Grande Lisboa e a Península de Setúbal. Este temporal já deixou 16 vítimas mortais em Portugal continental, com centenas de feridos e desalojados, e danos generalizados a infraestruturas, habitações e serviços.
Registo de danos e medidas governamentais
Registam-se destruição parcial ou total de casas, quedas de árvores, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, bem como cortes de energia, água e comunicações. As regiões mais afetadas são Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo. O Governo prorrogou o estado de calamidade até 15 de dezembro para 68 concelhos, com medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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