- A Arábia Saudita está a reduzir significativamente projetos de turismo de luxo no Mar Vermelho, revelação avançada pela AFP.
- A Red Sea Global (RSG) nega ter desistido de abrir 81 propriedades até 2030 e diz que a primeira fase de 27 complexos hoteleiros termina este ano.
- Segundo fontes, a segunda fase do projeto foi cessada devido a custos operacionais superiores às receitas, com perdas de dezenas de empregos na RSG e centenas em empresas subcontratadas.
- O Amaala deverá estender-se por 68 quilómetros, com 29 complexos hoteleiros e um clube náutico, num esforço para transformar a costa em destino de turismo de massas.
- Em Riade, as obras do Mukaab foram suspensas; a Arábia Saudita luta com a queda dos preços do petróleo, com lucros da Aramco a caírem pela décima primeira vez consecutiva.
A Arábia Saudita está a reduzir significativamente projetos de turismo de luxo no Mar Vermelho, numa reavaliação associada aos preços do petróleo e ao interesse dos mercados. Fontes próximas do tema dizem que a Red Sea Global (RSG) vai cortar parte da ambição inicial. A medida visa ajustar custos a receitas previstas.
A RSG nega ter abandonado o objetivo de abrir 81 propriedades até 2030 e afirma que o projeto prossegue após a conclusão da primeira fase deste ano, que inclui 27 complexos hoteleiros. A empresa pertence ao fundo soberano saudita.
Segundo as mesmas fontes, o término da segunda fase deverá ocorrer no final do ano, provocando perdas de dezenas de empregos na RSG e centenas em empresas subcontratadas. O ambiente económico ajuda a explicar o ajuste.
O conjunto de projetos, que inclui Amaala, estende‑se por 68 quilómetros de costa e envolve milhares de hectares, com planos para 29 complexos hoteleiros e um clube náutico. Em Riade, obras no Mukaab estão suspensas.
A RSG contestou as alegações, afirmando que a Fase 2 será implementada de forma sequenciada. Vários projetos estão ainda a ser desenhados e aprovados, num processo típico de destinos de grande escala, segundo a empresa.
A Arábia Saudita enfrenta a queda dos preços do petróleo, com a Aramco a registrar lucros trimestrais em queda pela décima primeira vez consecutiva. O efeito económico é considerado na reavaliação de investimentos no turismo.
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