- O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis), Jorge Neves, pediu salvaguardas no âmbito do Mercosul para equiparar regras com a União Europeia, incluindo controlo fitossanitário.
- disse não ser possível obrigar outros países a cumprirem as regras da UE, mas defendeu mecanismos de salvaguarda, especialmente em relação ao Brasil.
- o acordo entre UE e Mercosul foi formalizado a 17 de janeiro, no Paraguai, e tem gerado protestos na Europa por fatores como o impacto da nova PAC.
- o Congresso Nacional do Milho, em Santarém, reuniu cerca de 600 participantes e marcou 40 anos de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (CEE).
- Neves mencionou que a nova PAC agrupa o segundo pilar no primeiro, abre a possibilidade de verbas nacionais e pode criar desigualdades, enquanto a estratégia +Cereais de Portugal visa maior autoaprovisionamento de cereais.
O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Milho (Anpromis) pediu salvaguardas para equiparar regras entre a UE e o Mercosul, nomeadamente com o Brasil, sem conseguir impor regras da UE aos outros países. A ideia é criar mecanismos de controlo fitossanitário.
Em Santarém, durante o Congresso Nacional do Milho, o encontro reuniu cerca de 600 participantes no CNEMA. O evento, que acompanhou os 40 anos de adesão de Portugal à CEE, serviu para debater o acordo UE-Mercosul formalizado a 17 de janeiro, no Paraguai.
Debates sobre a PAC e a produção nacional
Jorge Neves indicou oposição do setor e do Governo português à proposta inicial da nova PAC, defendendo ajustes. No entanto, reconheceu sinais de abertura por parte de Bruxelas para corrigir questões apontadas pelo setor.
As mudanças da PAC incluem o desmantelamento do segundo pilar, integrado no primeiro, e a autorização de verbas nacionais adicionais pelos Estados-membros. Estas opções têm gerado críticas sobre potenciais desigualdades entre produtores.
O Congresso Nacional do Milho, organizado pela Anpromis com a Anpoc e a AOP, foi valorizado como demonstração da coesão da fileira cerealífera. O evento reforçou a importância do cereal na coesão regional.
Portugal mantém a estratégia +Cereais, aprovada no final de 2025, que visa maior autoaprovisionamento através de tecnologias e agricultura de precisão. O objetivo é reforçar o setor e sustentar o território nacional.
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