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Mau tempo provoca danos em mais de 120 museus e monumentos

Mais de 120 museus e monumentos sofreram danos graves com as tempestades; o Governo prevê recuperação com investimento de até 2,5 mil milhões de euros em 68 concelhos

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra sofreu "danos graves"
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  • Mais de cento e vinte museus e monumentos sofreram danos nas últimas duas semanas, com alguns em estado grave.
  • Entre os que registaram danos graves estão o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, em Mação, o Museu Municipal de Santarém e o Convento de Cristo, em Tomar.
  • No património classificado, foram reportados danos graves no Convento de Cristo, na Casa Museu Afonso Lopes Vieira, na Capela de Nossa Senhora da Encarnação e na igreja matriz de Cernache do Bonjardim.
  • A Rede Portuguesa de Museus regista danos moderados em vários espaços, com alguns encerrados ao público, como o Museu da Imagem em Movimento (Leiria) e parte do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.
  • O balanço menciona necessidade de investimento na recuperação, já com 16 mortos desde 28 de janeiro e apoio do Governo até 2,5 mil milhões de euros, com calamidade estendida a 68 concelhos.

O Mau tempo que atravessa o país provocou danos em mais de 120 museus e monumentos nas últimas duas semanas. Entre os mais afetados constam o Convento de Cristo, em Tomar, e o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, com danos graves verificados.

Segundo o balanço do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, foram registados danos graves no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, no Museu da Imagem em Movimento, em Leiria, no Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, em Mação, e no Museu Municipal de Santarém.

Outros equipamentos com danos graves incluem o Museu Municipal de Ourém e o Convento de Cristo, Património da Humanidade da UNESCO, no Tomar. Ainda nesta lista, aparecem a Casa Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, e a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria.

Balanço por áreas do património

No que toca ao património classificado, constam danos graves no Convento de Cristo, na Casa Museu Afonso Lopes Vieira, na Capela de Nossa Senhora da Encarnação e na igreja matriz de Cernache do Bonjardim, na Sertã. No arquivo distrital de Leiria, também surgem danos graves.

Entre os museus da Rede Portuguesa de Museus (RPM), o balanço aponta danos moderados em várias instalações, incluindo o Museu Municipal Santos Rocha (Figueira da Foz) e o Museu Francisco Tavares Proença Júnior (Castelo Branco). Alguns espaços mantêm-se encerrados ao público.

Equipamentos abertos e encerrados

Contas feitas pela RPM, cerca de duas dezenas de equipamentos permanecem encerrados ao público, como o Museu Municipal de Ourém e o Museu da Imagem em Movimento (Leiria). O Museu da Ciência de Coimbra encontra-se parcialmente encerrado.

Parte dos edifícios com danos moderados continua a exigir intervenções, mas mantém-se abertos. Entre estes aparecem o Museu Nacional Ferroviário (Entroncamento) e o Castelo de Ourém, com necessidade de recuperação, sem interrupção de visitas.

Exemplos de património com danos variados

Alguns santuários, castelos e museus na região de Coimbra aparecem com danos moderados, incluindo o Castelo de Penela e a Igreja de S. Miguel. Em Santarém, as muralhas da cidade e a Fortaleza de Abrantes figuram entre os casos.

Ainda com danos moderados, registam-se o Seminário das Missões Ultramarinas (Sertã) e o Mosteiro do Varatojo (Torres Vedras). Outros monumentos com menor gravidade merecem intervenção pontual.

Observações finais

O ministro da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, indicou, numa visita à Região Centro, a necessidade de cerca de 20 milhões de euros para recuperação inicial de 50 monumentos danificados pela tempestade Kristin. O balanço indica lesões em dezenas de estruturas.

As autoridades mantêm a monitorização das necessidades de apoio, dado o impacto prolongado das depressões que já matou várias pessoas no território nacional. O Governo ampliou a situação de calamidade para 68 concelhos e disponibiliza apoio financeiro.

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