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Festival de Berlim começa sem Portugal nas secções principais

Berlinale arranca com Portugal ausente das secções principais, mantendo quatro coproduções minoritárias e Cléo Diara como Shooting Star

Cinema português não tem nenhuma produção maioritária em nenhuma das principais secções do festival
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  • O Festival de Berlim 76 começa hoje em Berlim, com Portugal presente através de quatro coproduções minoritárias, duas séries e Cléo Diara como Shooting Star.
  • Em Palco Perspectives entra a coprodução Portugal-Brasil, O Nosso Segredo, e no Panorama participa o filme Narciso, uma coprodução com Angola, Uruguai, Alemanha, França e Paraguai.
  • No Forum está Piedras Preciosas, estreia de Simón Vélez, com a produção portuguesa Bam Bam Cinema, e no Forum Expanded apresenta Filma Pin, uma curta rodada em Portugal.
  • Nos Berlinale Series Market existem duas séries portuguesas: Leonor, Marquesa de Alorna e Refúgio do Medo, com estreia já prevista na RTP; e na Semana da Crítica aparecem Justa e Arguments in Favor of Love.
  • O festival abre com um filme vindo da diáspora afegã e, a partir de amanhã, exibem-se 22 filmes a concurso para o Urso de Ouro, entre eles obras de autores menos mediáticos e produções internacionais.

A edição 76 do Festival de Berlim, um dos três grandes do cinema mundial, arrancou nesta quinta-feira em Berlim. O certame abre com um filme da diáspora afegã, dirigido por Shahrbanoo Sadat, abordando desafios de uma jovem em Cabul perante preconceitos e contextos de instabilidade. O programa segue até ao fim do mês.

Portugal aparece com quatro coproduções minoritárias, duas séries em mercado paralelo, e a presença de Cléo Diara como Shooting Star. O evento continua a privilegiar a cooperação entre países europeus e parceiros latinos e africanos, distinguindo-se pela diversidade de propostas.

A participação portuguesa no festival decorre via produtores e estúdios locais, sem presença de produção maioritária nas secções principais. Trata-se de uma mudança face a edições passadas, onde alguns títulos nacionais disputaram a competição.

Participação de Portugal no festival

Portugal integra quatro coproduções minoritárias: uma participação em Perspectives com o Brasil, um filme em Panorama e dois projetos em outras frentes de produção. A presença tem vindo a ser reforçada nos últimos anos, mantendo-se estável no âmbito da Berlinale.

Cléo Diara recebe o estatuto de Shooting Star, anunciado pela European Film Promotion. A atriz portuguesa, reconhecida internacionalmente, foi premiada em Cannes pelo trabalho em O Riso e a Faca. A escolha reforça a aposta portuguesa em talentos emergentes.

Programação de filmes e séries

No Perspectives surge a coprodução O Nosso Segredo, de Grace Passô, um drama familiar com base numa casa suburbana. A obra é uma produção da Foi Bonita a Festa, integrada na linha de diversidade temática do festival.

No Panorama, o filme paraguaio Narciso envolve a produtora Oublaum Filmes com participações de Alemanha, Uruguai, Brasil e França. A narrativa acompanha a trajetória de um cantor ligado ao rock’n’roll em contexto de ditadura conservadora.

Outras estreias e mercados

No Forum, Bam Bam Cinema participa no longa de estreia Piedras Preciosas, de Simón Vélez, sobre um homem ligado à vindima em França e à missão de transportar uma esmeralda para a Colômbia. Também há uma curta em Forum Expanded, Filme Pin, rodada em Portugal.

Entre os 17 títulos do Berlinale Series Market figuram Leonor, Marquesa de Alorna e Refúgio do Medo, com participação portuguesa. Ambas as séries já têm estreia prevista na RTP.

Semana da Crítica e competição principal

A Semana da Crítica, com dois títulos portugueses, inclui Justa, de Teresa Villaverde, e a curta Arguments in Favor of Love, de Gabriel Abrantes. A competição principal, com 22 filmes, começa amanhã, sem grandes nomes mediáticos.

O Urso de Ouro será decidido no sábado, 21 de fevereiro. A lista inclui autores menos visíveis em grandes palcos, com obras de Karim Ainouz, Leyla Bouzid, Kornel Mundruczo e Mahamat-Saleh Haroun, entre outros.

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