- O espaço aéreo de El Paso, no Texas, foi encerrado por dez dias após o uso de um laser anti drones autorizado pela CBP, sem coordenação com a FAA, medida que foi revertida horas depois.
- O laser foi utilizado perto de Fort Bliss para abater dispositivos não tripulados; a CBP acreditava ter abatido um drone de cartel, mas, segundo o The New York Times, tratava-se de um balão de festa.
- O encerramento provocou atrasos em voos e o cancelamento de sete chegadas e sete partidas na cidade.
- A ação ocorreu sem aviso prévio à FAA, apesar de haver uma reunião marcada entre o Pentágono e a FAA para o final do mês.
- A explicação oficial inicial atribuiu o encerramento a drones de cartéis mexicanos; membros do Congresso levantaram dúvidas e sugeriram que o Pentágono poderia ser responsável pela situação.
O espaço aéreo de El Paso, no Texas, encerrou-se temporariamente nesta quarta-feira após o uso autorizado de um laser antidrones pela CBP dos EUA perto de Fort Bliss, junto à fronteira com o México. A FAA não foi informada previamente, segundo várias fontes.
O Departamento de Defesa autorizou o uso do equipamento no início desta semana, sem coordenação com a FAA. A medida provocou o encerramento do espaço aéreo da cidade por cerca de dez dias, que foi reduzido horas depois, gerando atrasos e o cancelamento de sete chegadas e sete partidas.
Segundo o The New York Times, a CBP presumiu ter abatido um drone de cartéis, mas tratou-se de um balão de festa. Membros do Pentágono estavam presentes no momento, indicou a reportagem. A narrativa oficial aponta que a incursão de drones foi neutralizada.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou que o país investiga o caso e negou informações sobre uso de drones na fronteira. A deputada Veronica Escobar criticou a explicação do governo, afirmando que não condiz com o que soube. អ
Controvérsia e contexto estratégico
Alguns congressistas sugerem que o Pentágono pode ter responsabilidade na ocorrência, citando a legislação de defesa que permite ações militares em espaço aéreo público. O tema envolve o combate ao narcotráfico como justificativa de ações nas Caraíbas e no Pacífico.
O debate também ressalta divergências sobre a estratégia de classificar cartéis como alvos de operações militares. Há discussões sobre impactos diplomáticos com o México e sobre o uso de termos como narcoterroristas para embalar ações internacionais.
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