- A depressão Oriana traz chuva, vento forte e agitação marítima em Portugal, com maior incidência no litoral das regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo.
- O agravamento das condições aumenta o risco de inundações nas bacias de vários rios, com Douro (Gondomar, Porto, Gaia, Lamego, Régua) e Ave (Santo Tirso, Trofa, Famalicão) entre os mais expostos.
- O risco de cheias no Mondego pode afetar Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure; no Tejo, são quase duas dezenas de municípios sob vigilância, incluindo Abrantes, Cartaxo, Santarém e Vila Franca de Xira.
- Outras áreas sob alerta incluem Vouga (Aveiro, Ílhavo, Ovar, Cantanhede), Águeda, Alcácer do Sal, Minho (Monção, Valença), Coura (Caminha), Lima (Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima), Cávado (Braga, Barcelos, Vila Verde, Esposende), Lis (Leiria) e Nabão (Tomar), além de Guadiana (Alcoutim, Castro Marim, Vila Real de Santo António).
- A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para submersões de vias e formação de lençóis de água; já foram registadas mais de dezasseis mil ocorrências; Oriana deverá seguir para Espanha após atravessar o território.
A depressão Oriana intensificou ascondições meteorológicas em Portugal desde esta quinta-feira, trazendo chuva persistente, vento forte e agitação marítima. Os efeitos mais significativos concentram-se no litoral norte, centro, Lisboa e vale do Tejo, com previsões de continuidade nos próximos dias.
O agravamento do tempo aumenta o risco de cheias em várias bacias hidrográficas, com destaque para o Douro — Gondomar, Porto, Gaia, Lamego e Régua — e o Ave, que ameaça Santo Tirso, Trofa e Famalicão. A precipitação acumulada e a saturação dos solos elevam os caudais dos rios.
A Agência Portuguesa do Ambiente prevê inundações relevantes em diversos troços e reforça a necessidade de vigilância nos sistemas de drenagem. O Mondego pode afectar Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure. No Tejo, quase duas dezenas de municípios permanecem em alerta vermelho.
Submersão de vias
O Vouga coloca Aveiro, Ílhavo, Ovar e Cantanhede em alerta, entre outros locais. Águeda e Alcácer do Sal aparecem na lista, assim como Monção, Valença, Caminha, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima, por pressão de diversos cursos de água.
Chaves, Amarante, Braga, Barcelos, Vila Verde, Esposende e outros concelhos podem enfrentar perturbações associadas aos rios Tâmega, Cávado e Lima. Lis (Leiria), Nabão (Tomar) e áreas de Guadiana em Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António também são afetadas pela subida de cheias.
A Proteção Civil anunciou avisos sobre o risco de formação de lençóis de água e possível interdição de vias rodoviárias devido à submersão de áreas adjacentes a cursos de água.
Mais de 16 mil ocorrências
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, informou no início da noite que já foram registadas mais de 16 mil ocorrências associadas à depressão Oriana.
Após atravessar o território português, Oriana deverá seguir para Espanha, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
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