- A CP voltou a registar prejuízos em 2025, após três anos de lucros, segundo afirmou a vogal do Conselho de Administração com o pelouro financeiro, Ana Maria Horta, numa reunião com sindicatos.
- Em 2022 a CP lucrou 8 milhões de euros; em 2023 foram 3,6 milhões e em 2024, 1,8 milhões; 2025 ainda não está fechada e fica para publicarem em abril.
- O número de passageiros atingiu recordes consecutivos: 148 milhões em 2022, 173 milhões em 2023, 188 milhões em 2024, e 208,2 milhões em 2025.
- O aumento de passageiros contrasta com a queda de lucros, explicado pelo abrandamento da receita devido ao menor custo dos bilhetes, em particular do Passe Ferroviário Verde.
- O resultado depende de indemnizações compensatórias do Estado no âmbito do contrato de serviço público e de uma indemnização extra pelo Passe Ferroviário Verde de 23,7 milhões de euros para 2024 e 2025.
O CP volta a registrar prejuízos em 2025, após três exercícios consecutivos de lucro entre 2022 e 2024. A informação foi apresentada durante uma reunião plenária com os sindicatos, pela vogal do Conselho de Administração com o pelouro financeiro, Ana Maria Horta. As contas de 2025 ainda estão em desenvolvimento e devem ser fechadas até ao final de março, sendo os números preliminares divulgados em abril.
Em 2022, a CP lucrou 8 milhões de euros, seguidos de 3,6 milhões em 2023 e 1,8 milhões em 2024. O montante de 2025 não foi revelado nesta fase. A administradora justificou a falta de divulgação com o encerramento ainda em curso das contas. A deterioração financeira ocorre apesar do aumento do número de passageiros.
Paralelamente, a empresa divulgou resultados positivos no turismo de passageiros: foram registados recordes de utilizadores, com 148 milhões em 2022, 173 milhões em 2023, 188 milhões em 2024 e 208,2 milhões em 2025. A trajetória contrária entre maior tráfego e lucros zero ou negativos é atribuída aos preços reduzidos de títulos de transporte, em particular o Passe Ferroviário Verde.
Resultados financeiros e passageiros
A administração indicou que o aumento de passageiros não se traduz automaticamente em ganhos, devido a políticas de tarifação que reduzem receitas por utilizador. O debate com os sindicatos focalizou as perspetivas de aumentos salariais face a uma contabilidade de prejuízos.
Indemnizações e contrato de serviço público
O apuramento dos resultados depende em parte das indemnizações compensatórias atribuídas pelo Estado no âmbito do contrato de serviço público, que penaliza falhas no serviço. Acresce uma indemnização adicional pelo Passe Ferroviário Verde, fixada em 23,7 milhões de euros para 2024 e 2025.
Entre na conversa da comunidade