- Autoridades colocam aviso vermelho para os rios Mondego e Tejo devido às descargas iminentes das barragens em Portugal e Espanha, com caudais elevados.
- O caudal do Tejo voltou a subir em Almourol, mantendo-se a exigência de máxima atenção.
- A depressão Oriana deverá trazer chuva forte e vento com rajadas até 80 km/h em quase todo o país, elevando o risco de cheias rápidas e inundações urbanas.
- Na bacia do Mondego, a Barragem da Aguieira descarrega (está em 99% da capacidade), gerando preocupação em Montemor-o-Velho; a descarga espanhola de Cedillo, com 85% da capacidade, pode agravar a situação.
- No Douro, a situação está controlada, apesar de Crestuma ter largado o maior caudal desde o início do período de cheias.
A chuva persistente colocou várias barragens no limite e elevou o risco de cheias em Portugal. Rios Mondego e Tejo concentram os avisos vermelhos devido a descargas iminentes, com o caudal do Tejo a subir novamente em Almourol, distritos de Santarém, na quinta-feira. Autoridades destacam que as barragens, tanto em Portugal como no lado espanhol, estão muito carregadas.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê períodos de chuva intensos e ventos fortes para sexta-feira, com rajadas de até 80 km/h em grande parte do país. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para novas inundações urbanas, cheias rápidas e movimentos de massa, mantendo caudais elevados devido às descargas das barragens.
Na bacia do Mondego, a Barragem da Aguieira descarrega, elevando a pressão sobre Montemor-o-Velho. Nesta região, a capacidade da albufeira rondava os 99% na noite anterior, conforme dados da proteção civil. No Sado, persiste a ameaça de subida do rio e possível início de descargas na Barragem do Monte da Rocha.
Na bacia do Douro, a situação está sob controlo, embora Crestuma tenha libertado o maior caudal desde o início deste período de cheias. O comandante da capitania do Douro destacou que a descarga ocorreu na quarta-feira.
Que aconteceu e quem está envolvido
Autoridades de proteção civil, câmaras municipais e forças de segurança monitoram a evolução das cheias e coordenam ações de evacuação e apoio a populações afetadas. Em várias zonas, equipas de resgate utilizam embarcações para distribuir auxílio e acelerar a limpeza de áreas inundadas. O panorama inclui possíveis deslocações rápidas de residentes em zonas de risco.
Quando e onde
Os avisos vermelhos mantêm-se ativos nos rios Tejo e Mondego, com o agravamento da meteorologia previsto para a sexta-feira. Regiões como Montemor-o-Velho, Abrantes e Alcácer do Sal já registaram impactos diretos, incluindo deslocações de população e destruição de estruturas em áreas baixas.
Porquê
A persistência de chuvas, aliada ao elevado nível de água armazenada nas barragens, motiva o acionamento de alertas. Descargas espanholas na barragem de Cedillo também agravam a pressão hídrica no território nacional, aumentando o risco de inundações urbanas e deslizamentos em áreas vulneráveis.
Perspetivas e medidas
A monitorização prossegue de perto, com foco em reduzir a pressão dos caudais e evitar colapsos em infraestruturas. Equipas de proteção civil continuam em alerta, preparando rotas de evacuação, abrigos temporários e apoio a agricultores para mitigação de perdas.
Impactos em comunidades
Diversas localidades enfrentam estragos, com ruas alagadas, casas evacuadas e serviços interrompidos. Em algumas zonas, o acesso a vias tornou-se restrito e operações de limpeza já estão em curso, usando recursos logísticos e meios de transporte de emergência.
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