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Caudal do Tejo sobe durante a noite e exige atenção nas próximas 48 horas

Caudal do Tejo sobe para além de seis mil m3/s em Almourol; prevê-se perto de sete mil nas próximas quarenta e oito horas, com alerta vermelho e estradas cortadas

Distrito de Santarém é o mais afetado pela subida do caudal do Rio Tejo
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  • O caudal do rio Tejo subiu durante a noite em Almourol, ultrapassando os 6.000 m³/s, com perspetiva de chegar perto de 7.000 esta quinta-feira, mantendo-se o alerta vermelho.
  • As próximas 48 horas exigem máxima atenção devido à chuva persistente e à carga das barragens a montante, em Portugal e Espanha.
  • Às sete da manhã, Almourol registava 6.114,45 m³/s, acima dos 4.836,61 m³/s de quarta-feira, refletindo o aumento recente.
  • As descargas nas barragens a montante totalizavam 6.407 m³/s (Castelo de Bode: 1.125; Pracana: 496; Fratel: 4.786), ainda com desfasamento temporal na medição em Almourol.
  • O pico máximo desta cheia ocorreu a cinco de fevereiro, perto de 8.600 m³/s; não se espera igualar esse valor, mas pode aproximar-se dele, com as zonas alagadas a manterem-se sob pressão.

O caudal do rio Tejo voltou a subir durante a noite em Almourol, ultrapassando os 6.000 m3/s, e poderá aproximar-se de 7.000 esta quinta-feira, mantendo-se o alerta vermelho e a exigência de máxima atenção nas próximas 48 horas.

O comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo explicou que o total descarregado pelas três barragens a montante é de 6.500 m3/s e que Almourol está a receber cerca de 6.200 m3/s. A chuva persistente e as barragens, em Portugal e Espanha, são apontadas como causas.

Às 07h00, a estação de Almourol registava 6.114,45 m3/s, face a 4.836,61 m3/s no mesmo período de quarta-feira, refletindo o aumento nas últimas horas.

As descargas nas barragens a montante somavam 1.125 m3/s em Castelo de Bode, 496 m3/s em Pracana e 4.786 m3/s em Fratel, totalizando 6.407 m3/s, ainda não refletidos por completo na medição de Almourol devido ao atraso na propagação da água.

O pico da cheia ocorreu a 5 de fevereiro, com caudal de cerca de 8.600 m3/s. As autoridades não esperam repetir esse valor, mas admitiram a possibilidade de ficar próximo do máximo anterior.

O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, afirmou que a situação é de preocupação, com níveis elevados e ribeiras cheias, e que as próximas 48 horas serão difíceis pela chuva contínua e pelo impacto nas áreas alagadas.

Situação atual e perspetivas

O Plano Especial de Emergência para Cheias na bacia do Tejo mantém-se em alerta vermelho. Várias vias estão cortadas ou condicionadas devido a submersões e aluimentos de terra, com solos saturados pela precipitação.

Medidas e impacto

Autoridades reforçam a necessidade de máxima atenção para a Lezíria do Tejo, já muito afetada. O acompanhamento permanece ativo e as previsões indicam continuidade de caudais elevados nas próximas horas.

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