- O Projeto Action, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, iniciou-se para desenvolver fármacos que promovam uma longevidade mais saudável.
- O investimento é de cerca de 900 mil euros, financiados por fundos europeus através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, com duração de três anos.
- A equipa é multidisciplinar, com investigadores de sete centros da universidade, e foca-se em doenças prevalentes na população idosa, como oncológicas, neurológicas e demências.
- O trabalho é, na maioria, laboratorial, visando descobrir novas moléculas e possíveis patentes; a única exceção é uma componente de exercício físico avaliada com pessoas idosas, no âmbito da investigação.
- Se os resultados forem promissores, podem surgir candidaturas de financiamento adicional e colaborações com a indústria farmacêutica, para levar o trabalho até ao doente.
A Universidade da Beira Interior (UBI), via a Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), iniciou nesta quarta-feira o Projeto Action. A iniciativa reúne uma equipa multidisciplinar para promover uma longevidade mais saudável, através do desenvolvimento de novos fármacos.
O projeto tem a duração de três anos e está orçado em cerca de 900 mil euros. O financiamento é assegurado por Fundos Europeus do Desenvolvimento Regional, através de uma candidatura à CCDR Centro. A equipa pretende acelerar a inovação terapêutica em doenças comuns no envelhecimento.
A atuação envolve a descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos, com foco em doenças prevalentes na população idosa, nomeadamente oncológicas, neurológicas e algumas demências. A investigação decorre majoritariamente em laboratório, com modelação in vitro e eventual testagem em modelos animais.
A comissão científica da UBI indica que o trabalho abrange várias áreas, incluindo doenças neurológicas, endócrinas, infecciosas e oncológicas. O objetivo é chegar a patentes e iniciar fases de desenvolvimento mais avançadas, posteriores ao início deste projeto.
A equipa é composta por investigadores de sete centros de investigação da UBI, sob a coordenação da FCS. As dimensões do projeto decorrem em paralelo, com atividades laboratoriais que não envolvem intervenção social direta.
Metodologia e participação
No âmbito exclusivo do exercício físico, a componente que envolve contacto com pessoas (idosos) surge como exceção. Este elemento avalia diferentes formas, doses e tipos de exercício para eventuais benefícios na saúde, conjugando dados clínicos, neurológicos e cognitivos.
Os resultados pretendidos cruzam informações sobre controlo de diabetes, pressão arterial e parâmetros cognitivos, com a perspetiva de psicólogos e especialistas. O estudo mantém-se, no entanto, focado em investigação laboratorial e na geração de novas moléculas com potencial terapêutico.
Caso os resultados mostrem promissoras evidências, poderá abrir-se a candidaturas de financiamento adicionais para prosseguir o desenvolvimento ou avançar para registo de patentes. Estudos subsequentes envolveriam a indústria farmacêutica e entidades privadas.
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