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Stonewall fica sem bandeira do Orgulho por ordem da Administração Trump

Bandeira do Orgulho removida do Monumento Nacional de Stonewall, em resposta a novas regras federais sobre símbolos em espaços públicos

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  • A bandeira LGBTQ+ do Stonewall Inn, no Monumento Nacional de Stonewall, em Manhattan, foi retirada após a Administração Trump impor regras sobre o que pode ser exposto em parques nacionais.
  • O Serviço Nacional de Parques publicou uma orientação a proibir bandeiras e flâmulas não oficiais, com exceções para bandeiras históricas, militares ou indígenas; as novas regras foram assinadas em janeiro pela diretora interina, Jessica Bowron.
  • Em fevereiro do ano passado, o NPS já tinha eliminado referências a pessoas transgénero e queer na página oficial do monumento.
  • O Stonewall foi designado Monumento Nacional em dois mil e dezasseis pelo então presidente Barack Obama, reconhecendo-o como berço do movimento pelos direitos LGBTQ+ nos Estados Unidos.
  • Na tarde de hoje houve protestos junto ao Stonewall Inn, com mais de cem pessoas, e políticos locais prometeram tentar restabelecer a bandeira, defendendo que a história não deve ser apagada.

O Stonewall Inn, em Manhattan, Nova Iorque, perdeu a bandeira LGBTQ+ que hasteava no seu Monumento Nacional. A retirada ocorre no âmbito de uma atualização de normas promovida pela Administração de Donald Trump sobre símbolos exibidos em parques nacionais e monumentos no país. A nova orientação proíbe “bandeiras e flâmulas não oficiais” que não correspondam à bandeira dos EUA ou à do Interior, com exceções apenas para bandeiras históricas, militares ou indígenas reconhecidas pelo governo federal.

O Stonewall, reconhecido como marco da luta pelos direitos LGBTQ+, tornou-se Monumento Nacional em 2016, sob o governo Obama, em reconhecimento ao papel histórico do local nos direitos civis. O bar que fica próximo ao local envolveu-se diretamente na história de 1969, quando ocorrem confrontos entre clientes e polícia, marcando o início de uma longa mobilização pela igualdade. A remoção da bandeira faz parte da aplicação das novas regras federais, assinadas em Janeiro pela diretora interina do Serviço Nacional de Parques.

Em Fevereiro do ano passado, já tinham sido removidas referências a pessoas transgênero e queer da página oficial do monumento. A administração federal justificou as mudanças como parte de uma política de padronização de símbolos em espaços históricos. Organizações defensoras dos direitos humanos criticaram a medida, afirmando que representatividade é essencial para o significado histórico do Stonewall.

Reações e desdobramentos

O presidente da câmara municipal de Nova Iorque, Zohran Mamdani, manifestou indignação com a remoção e reforçou que a cidade continua a considerar Stonewall o berço do movimento moderno pelos direitos LGBTQ+. Em resposta, o vereador Brad Hoylman-Sigal disse que a bandeira será hasteada novamente, mesmo diante das restrições federais, mantendo o compromisso com a memória do local.

Mais de 100 pessoas reuniram-se junto ao Stonewall Inn para protestar contra a retirada. Descrições de moradores refletem o sentimento de que o ato representa um apagamento histórico, segundo relatos recolhidos pelo The New York Times. A comunidade trans e ali presente destacou a importância de não abandonar a luta pela visibilidade e pelo reconhecimento dos direitos.

Stacy Lentz, uma das proprietárias do bar, afirmou surpresa diante da medida, lembrando que o Stonewall já foi alvo de mudanças em materiais oficiais no último ano. A proprietária enfatizou que a decisão ressalta tensões entre preservação histórica e políticas atuais sobre símbolos públicos.

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