- Rosalía foi fotografada a fumar durante uma entrevista numa altura em espaço fechado, e convidou a apresentadora a fumar consigo.
- A associação Nofumadores.org apresentou uma denúncia formal ao Ministério da Saúde espanhol, apontando violação da Lei Antitabaco e da legislação de comunicação audiovisual.
- A denúncia listou três infrações: fumar num espaço interior de trabalho, violar o artigo 9.º da Lei Antitabaco e violar o artigo 17.º da Lei Geral de Comunicação Audiovisual.
- Mesmo após a republicação do vídeo com o cigarro pixelado, a associação sustenta que a infração persiste, alegando que a mensagem continua visível e promovendo o tabaco a públicos jovens.
- Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde indica mais de 16 mil mortes anuais associadas ao tabaco, com legislação que proíbe publicidade e patrocínios, enquanto na Espanha o tema persiste pela normalização do consumo entre jovens e adolescentes.
Rosalía está no centro de uma nova polémica após aparecer a fumar durante uma entrevista na podcast “Soy una Pringada”. O episódio decorreu num espaço fechado e gerou uma denúncia formal junto das autoridades de saúde espanholas.
A associação Nofumadores.org entregou queixa à Subdireção-Geral de Promoção, Prevenção e Equidade em Saúde e à Direção-Geral de Saúde Pública e Equidade em Espanha. O objetivo é questionar as possíveis violações legais associadas ao tabaco.
Segundo a denúncia, existem três infrações identificadas: fumar num espaço interior de trabalho, desrespeito ao artigo 9.º da Lei Antitabaco que proíbe a exibição de tabaco em meios de comunicação e violação do artigo 17.º da Lei Geral de Comunicação Audiovisual, que proíbe a promoção de tabaco em conteúdos audiovisuais e digitais.
Na versão original do vídeo, era visível a marca do tabaco, o que, na perspetiva da associação, reforça a acusação de violação. A denúncia sustenta que a republicação com cigarro pixelado não altera o ato nem a mensagem transmitida.
A Nofumadores afirmou que a prática continua visível, mantendo a percepção de normalização do consumo entre públicos jovens. O órgão recorda que Rosalía já tinha sido alvo de denúncia semelhante em dezembro de 2024, nas redes sociais.
A presidente da associação afirmou que figuras públicas com grande alcance devem ter responsabilidade acrescida. A entidade sublinha que a repetição de episódios reforça o caráter sistémico da normalização do tabaco.
Especialistas destacam que o tabaco continua a ser a principal causa evitável de cancro e de morte prematura, com Espanha a enfrentar aumento do consumo de cigarros eletrónicos entre jovens. A defesa da saúde pública é apresentada como prioritária.
Em Portugal, o tabaco continua entre as principais causas de morte evitável, com mais de 16 mil óbitos anuais associados ao consumo. A lei portuguesa proíbe publicidade de tabaco e patrocínios, visando reduzir a exposição de jovens.
Entre na conversa da comunidade