- A chuva persistente aumenta o caudal dos rios na região Oeste, levando a Proteção Civil a pedir que se afaste de zonas ribeirinhas por risco elevado de cheias.
- Em Dois Portos, Runa e Torres Vedras o rio subiu muito e há risco de transbordo; algumas ruas já começam a encher-se de água, incluindo na cidade de Torres Vedras.
- Em Alenquer, o rio galgou margens em Ribafria, Espiçandeira e Atouguia, com reforço de desalojos e casa que ruíu em Bogarréus, levando moradores a fugir.
- Lourinhã, Arruda dos Vinhos e Bombarral registam cortes em várias estradas nacionais devido às inundações, com vias encerradas a oeste, norte e centro.
- O Governo mantém a situação de calamidade até dia 15, com apoio estimado em até 2,5 mil milhões de euros; quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta.
Foi emitido um alerta pela Proteção Civil na região Oeste devido ao aumento do caudal de vários rios, consequência das chuvas persistentes. O risco de inundações levou a recomendações para manter distância de zonas ribeirinhas e áreas urbanas junto aos cursos de água.
Em Dois Portos e Runa, o rio subiu rapidamente, com possibilidade de transbordo. Na cidade de Torres Vedras, o acesso junto a margens também está sob vigilância, com várias ruas a ficar inundadas. Em Ponte do Rol já houve remoção de moradores de emergências previamente.
Em Alenquer, o rio galgou margens ao longo da noite, chegando a Ribafria, Espiçandeira e Atouguia. O presidente da câmara, João Nicolau, confirmou aumento de desalojados e deslocados no concelho, após danos estruturais em habitações.
Na Lourinhã, ruas centrais ficam cortadas por inundações, sem afetar habitações ou estabelecimentos comerciais. O vice-presidente da câmara, António Gomes, indicou sete desalojados e cinco deslocados, com novos casos registados na freguesia de Miragaia e Marteleira.
Arruda dos Vinhos reporta incremento de desalojados para 51 e deslocados para 10, após deslizamentos de terras em Mata e Casais da Granja, que causaram danos em habitações. Moradores foram acolhidos em casas municipais ou de familiares.
Além disso, o Bombarral está também sob risco de cheias. Outras vias nacionais estão cortadas: EN 115 (Cadaval), EN 9 (Alenquer), EN 248 (Torres Vedras), EN 361 e 361-1 (Lourinhã). O Sub-Comando de Emergência do Oeste coordena os trabalhos nos distritos de Leiria e Lisboa.
No distrito de Leiria, a EN 8 foi interrompida entre Valbom e Mendalvo, e em Alcobaça e Bombarral também há cortes adicionais. Na área de Lisboa, encerram-se trechos entre Merceana e Alenquer, e entre Torres Vedras e Ponte do Rol.
A atuação envolve 15 concelhos desde 28 de janeiro, com balanços de feridos, desalojados e danos generalizados. O Governo mantém medidas de proteção e apoio financeiro para enfrentar as consequências do temporal, até 15 de fevereiro.
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