- O custo de reposição de antenas do SIRESP destruídas pela depressão Kristin é de cerca de seis milhões de euros, segundo o ministro da Presidência.
- António Leitão Amaro admitiu uma falha do SIRESP durante Kristin, causada pela destruição física de antenas, diferente de situações como o apagão.
- O investimento já foi aprovado pelo Governo para a reposição das antenas.
- O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, explicou que algumas estações móveis foram utilizadas e que estas não têm a mesma capacidade das fixas; algumas foram arrancadas pela base.
- Em 2026, a Siresp SA deverá receber uma indemnização compensatória de 26 milhões de euros para gestão, operação e manutenção da rede; se for criada outra entidade, essa indemnização poderá ser transferida.
A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP, destruídas pela passagem da depressão Kristin, terá um custo de cerca de seis milhões de euros. A informação foi dada pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, nesta quarta-feira. O anúncio ocorreu durante uma audição na Comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
O ministro explicou que houve uma falha do SIRESP na tempestade Kristin, diferente do que ocorreu em situações como o apagão. A falha resultou na destruição física de várias antenas, com o custo de reposição estimado em seis milhões de euros. O investimento já foi aprovado pelo Governo.
Em relação às condições da rede, o líder ministerial afirmou que o recurso a estações móveis não reproduz a capacidade de uma estação fixa. O comandante da ANEPC, Mário Silvestre, havia indicado que algumas unidades foram arrancadas pela base durante a passagem da depressão.
Contexto recente e ações em curso
Foi recordado que, no apagão de abril do ano anterior, também se verificaram falhas no SIRESP e, na altura, foi criado um grupo de trabalho para a substituição urgente da rede. O relatório desse grupo ficou concluído em janeiro, segundo fontes do processo.
Indemnizações e gestão futura da rede
Para 2026, o Governo anunciou que a empresa Siresp SA, responsável pela gestão da rede, receberá uma indemnização compensatória de 26 milhões de euros. O montante visa assegurar a gestão, operação e manutenção da rede. Se surgir uma nova entidade para gerir o SIRESP, a indemnização poderá ser transferida.
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